About Me

sexta-feira, 25 de março de 2011

Nos últimos tempos aconteceram coisas que me fizeram refletir profundamente. Coisas que eu vi e que realmente aconteceram...

Eu abomino traição. E quando perguntei pra pessoa o motivo que a fez trair alguém, me responderam: quem não dá assistência, abre concorrência.

Ridículo sim, mas não deixa de ser uma verdade... Ainda sim, nada justifica uma traição.

Mulheres que não são fiéis, acredito que seja por alguns motivos, e essas conclusões foram tirada de longos anos observando algumas mulheres próximas: Ou elas traem por que são demasiadamente imaturas (ou quando são casadas, porém não independentes) que não pulam fora de uma relação falida, e que tentam encontrar no amante ou nos amantes, o valor que o marido/namorado não dá. Ou traem porque tem o ego maior que a dignidade, e quer ser desejada por todos, essa, às vezes, é a única felicidade de um mundo que só é rico em futilidades. Mulheres gostam de chamar atenção, FATO. Mas há aquelas que não conseguem chamar atenção pela inteligência, conteúdo e personalidade, algumas tentam chamar atenção por outros meios, se é que me entende.

A mulher é um ser carente por natureza, mas são poucas que conseguem lidar com essa carência dentro de um princípio de caráter. E tem aquelas mulheres que não conseguem controlar seu lado vaca ou não querem. (vaca pra não dizer vadia - desculpe as palavra chulas)

E isso não é nada pessoal, e nem estou falando de atitudes de algumas mulheres que eu não possa gostar, pelo contrário.

Muitas vezes a mulher é execrada pelos homens e é tirada como algo que, na verdade, não é, pois não se dar o devido valor.

Acredito que quando o homem trai, já é mais extintivo. Não tenho a experiência necessária pra falar disso, então deixo em aberto. Só sei que traição é uma falta de caráter tanto pra uma mulher quanto pra um homem. E um homem que não consegue controlar seus extintos é porque também lhe falta bastante dignidade e maturidade.

Minha motivação pra escrever sobre isso, foi porque observo tanta coisa errada: Pessoas que namoram por carência, pessoas que nunca foram fiéis a nenhum relacionamento que teve e pessoas que fazem o namoro uma prisão. Essas pessoas, que são próximas e cometem esse tipo de erro, sabem da minha reprovação quanto essas atitudes. Mas há aqueles que insistem no egoísmo ou se acham espertas, não sei... Ai a gente se cansa de falar e observa, apenas. Se é da natureza da pessoa fazer isso, não há nada a ser feito... Let it be. ;/

Cada um é dono do seu destino e cada cabeça é um guia. Fim. Mas ainda sou daquelas que acreditam que todo o mal que fizermos, volta pra gente de uma maneira muito pior.

E, por favor, mesmo os “bonzinhos” se fodendo de tanto sofrer, AINDA vale a pena ser honesto, né?

O principal fator pra um relacionamento caminhar é gostar de verdade da pessoa, estar com ela porque quer e não por ter medo de ficar sozinho, ou o que quer que seja.

Se você tiver alguém no passado que por acaso ainda desperte algo em você... Imagina se essa pessoa volta logo quando seu relacionamento vai mal? Bem... A pessoa de mente fraca se entrega facilmente.

Ou se não tiver nenhum passado, mas você está com a pessoa pra passar o tempo, ou por atração física, ou por carência, ou sei lá o porquê... Por favor, não dê uma de Summer Finn... Não transforme um “relacionamento” num egotrip.

Ser honesto é um grande passo pra tudo ser digno. Só entre num relacionamento se gostar muito e APENAS daquela pessoa. E se deixar de gostar da pessoa o primeiro passo é terminar, é um jeito bem dolorido, mas ainda é o mais digno de se resolver as coisas.

Se não está feliz, se ficou balançado por outra pessoa, se está dividido, se você não está disposto a encarar um relacionamento de verdade ou se não gosta o suficiente pra ter um relacionamento sério com a pessoa: por que não optar pela liberdade?

Ah, sim... A liberdade não te dá garantias, tudo pode acontecer... Há o risco de ganhar ou perder...

Mas vale a pena arriscar e ser honesto, né?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu me apaixonei pela garota do campo (...) ela veio de um mundo inferior...

Conviver com pessoas tão diferentes é uma questão delicada. Observar coisas absurdas e repugnantes, que são tratadas com normalidade por todos ao redor é revoltante também. É muito complicado não ter a base que gostaria de ter. E não, eu não quero tudo de mão beijada.

Eu não sou ligada a família porque simplesmente eu não tenho uma de verdade...rs Uma canceriana sente falta disso..rs

Tudo meu é acelerado... E eu preciso me equilibrar pra não cair. Eles te empurram... e deixa você se foder sozinho. Ninguém vai correr do seu lado. Ninguém vai te incentivar. Ninguém vai te dar apoio... Ninguém verá o seu melhor... E, principalmente, ninguém vai te entender. Julgar as pessoas é muito conveniente e menos trabalhoso.

E quando você sabe que o maior sonho da sua vida é logo o mais difícil e o que está mais distante de alcançar? A gente vai caminhando da maneira que pode, desajeitada e sozinha, pra conseguir aos poucos as conquistas.

E não serei injusta... Aqui tem momentos bons. Momentos felizes, de verdade. Mas essa aqui não é a minha vida... E às vezes sinto um mal estar só por chegar em casa. É estranho.

Eu tenho bastante características de uma garota tipicamente do campo. Mas conheci muitas outras coisas, outras pessoas e outros lugares que me diferenciaram. Minha vivência me tornou diferente. Isso desde muito cedo... Meu mundo se ampliou com 13 anos, na verdade. O que me fez gostar de geografia foi, através de um atlas, a curiosidade despertada pra conhecer o que era o mundo. O que existia fora daqueles “muros” que me cercavam... Eu vivo como um peixe fora d’água há muito tempo.

O mais estranho é que quando tive essas experiências em outros lugares e outras pessoas, eu fiquei muito assustada e também bastante enojada com algumas coisas que encontrei. Conheci do lixo ao luxo... Esses dois me assustam... E o luxo é de uma arrogância tão besta que eles se engrandecem com coisas efêmeras. O que é, pra mim, um dos exemplos mais bizarros de burrice. O lixo me deixa com medo, pois não tenho esperteza suficiente pra vivê-lo sem me magoar, entende? Lembrando que lixo é só uma expressão... Nada do que eu vivi foi, de fato, um lixo.

Aí no final, eu me sinto perdida, pois não tem um lugar pra chamar de meu. Isso me lembra uma música do Maiden:

Don't wanna be here

Somewhere I'd rather be

But when I get there

I'm afraid it's not for me.”

E como outro trecho da música diz... Eu vou vivendo apreciando a simplicidade das coisas, apesar dessa problemática, aprendendo e sendo feliz. (Aliás, essa música é bem significativa pra mim).

Desculpe o post meio deprê, tá tudo bem. A gente se distrai e daqui a pouco o mal estar passa.

Eu tenho várias outras coisas pra escrever aqui... Sobre mim e sobre assuntos interessantes. Deu pra perceber que hoje não estou com cabeça pra tal, mas logo atualizarei. Não vou trancar esse blog, vou trancar o Dica da Ruiva, e ficar esse ano sem postar lá. Simplesmente esse ano será de extremo cansaço metal... E a única disposição pra escrever será pra desabafar (aqui) e pra viver o que sobrar da vida.

Minhas sagas, legados e babaquices (principalmente “amendobobices”) também serão registrados num besteirol chamado Twitter.

That’s all folks.


"É lá, junto das estrelas, onde moram nossos desejos..." (Rubem Alves)

quinta-feira, 17 de março de 2011

É difícil mudar de casa. Sair da casca. Sair do quentinho do cobertor. Sair do banho e alcançar a toalha. Mudanças são contrastes de estados e, por isso, doloridas. É nascer de novo sair de uma relação para o vazio. Ou para outra. É preciso coragem e ruptura. É preciso acreditar. Raramente conseguimos. Comum permanecermos imóveis por mais que o suportável. Sair do banho e agachar enrolado na toalha, pensando na vida. Demorar um tempo até tomar coragem pra mudar de posição. Mudar é um parto, sempre. Mesmo que o novo mundo seja melhor. Diante do universo inteiro que se anuncia novo, o de alguém que chegou de surpresa, muitas vezes nos acovardamos.

Cristiana Guerra

Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho… o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você vai rir, sem perceber.

Alô mundo, alô estranhos.

Eu queria fazer um levantamento sobre cada mês desse ano, mas não tô com cabeça pra falar sobre Fevereiro. E, sinceramente, quase não lembro de Fevereiro. Minha atenção e concentração está quase integralmente ligada a minha monografia. Tempo? Nem pra me cuidar está sobrando (e olha que sou vaidosa pra Cassilda). Mas percebi que quando a gente vai vivendo, mesmo com os espíritos dos “mortos” nos rondando, mesmo com as nossas feridas e pecados, você está mais aberto ao aprendizado... E, na verdade, você só vai se dar conta do quanto está amadurecendo quando você pensa sobre um assunto de uma maneira totalmente diferente com a que pensava a um mês atrás, por exemplo. E isso tem acontecido comigo. Hoje eu consigo ver coisas de uma maneira mais ampla, meus sentimentos limitavam a minha visão.

Chega num ponto que a única coisa a se fazer é viver. Mas não viver para verem que estou seguindo em frente ou pra provar algo a alguém ou a mim mesma, e sim porque é preciso viver, a vida te OBRIGA a levantar. Se você insiste em ficar estático por causa de uma situação insolúvel, a vida vai te empurrando. E teve momentos que eu fui empurrada pela vida, mas depois de um tempo você se ergue e dá seus passos... Os primeiros passos são desanimados, mas já é uma evolução. Depois os passos desanimados se transformam em agradáveis caminhadas.

É importante também ter um objetivo... E você segue a trilha que vai de encontro a ele, mas no caminho existem coisas a serem aproveitadas. Sua vida não será apenas uma corrida ou uma maratona. Você aprende a apreciar cada particularidade encontrada nesse caminho.

E pra quem é intenso, como eu, vive tanto o bom, as grandes felicidades, as tristezas obscuras, profundas e depressivas, e, também, vive intensamente o caminho, com seus desafios e novidades nele inseridos. E, sinceramente, assim o aprendizado é bem mais válido.

Atualmente tenho vivido numa tranquilidade sem tamanho... Mas é aquela tranquilidade de espírito, até porque minha vida está deveras atribulada. Mas, sinceramente, essa tranquilidade me assusta... E quase me incomoda. Porque é da minha natureza não gostar de estar tão vazia de sentimentos, aqueles que me entopem de tristezas ou de felicidades. Porque está tranquilo é sinônimo de bem estar, e não de estar feliz. Aliás, felicidade são momentos e estado espírito. E, pra mim, só os intensos sabem o que é a verdadeira felicidade.

Falando sobre isso, eu me lembro da Lispector. Acho que ela define minha personalidade em muitas coisas... Enquanto o Caio Fernando de Abreu descreve minha vida e meus relacionamentos. (rs)

E porque a Tássia está tão aberta? Sem medo de mostrar suas quedas, dores, erros, conquistas e sentimentos? Porque quando você muda de direção, aqueles que desejam seu mal não te assustam mais.

Câmbio, desligo.

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Martha Medeiros

“Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se.. Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.”

Caio Fernando Abreu