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terça-feira, 12 de abril de 2011

“Benditos sejas os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção… É a base quando falta o chão.”

Machado de Assis.

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Primeiro: Acho que uma pessoa só pode namorar se o dito cujo (ou a dita cuja) tiver a aprovação dos amigos.

Segundo: Não serei hipócrita, namorar é sinônimo de mudança de rotina, mas não da anulação da individualidade e jamais a omissão para com os amigos.

Terceiro: Amor não é prisão.

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Essa sempre foi minha opinião, de longa data. Hoje eu fui a ponte de uma situação chata... Eu, tentando ponderar situações para duas pessoas, que são amigas, chegarem a um senso comum. Então, como tive essa experiência e sou uma pessoa de emoções vulneráveis, posso dizer que agora estou me sentindo estranha. Pois é uma situação delicada, onde é necessário muita diplomacia... Embora esse mesmo caso foi o que me motivou a escrever essas considerações acima. Mas fazendo um levantamento desde a minha ultima atualização, posso dizer que estou me sentindo bem, porém apreensiva. Daqui a alguns dias vou enfrentar um grande desafio, talvez o maior da minha vida, até agora. Isso dá um misto de medo e ansiedade. E eu espero ter forças fisicamente, mentalmente e psicologicamente. Daqui pra frente a vida será severa e muito exigente comigo, mas, com toda a certeza, renderá ótimos frutos. Apesar de me sentir um pouco assustada e despreparada, está na hora de enfrentar isso. Não foi, exatamente, o que eu sonhei. Aliás, nada na minha vida foi da maneira como eu queria (assim como na vida de muitas pessoas). E aprendi que existem coisas que não serão da maneira que idealizamos, e fica estagnado, esperando o seu sonho cair do céu não é uma boa alternativa. Os sonhos de alguns – como o meu – vem de uma maneira muito batalhada. São degraus. Não vou mentir dizendo que não poderia ser mais fácil. Eu tive propostas de “trabalho”, atualmente, em relação a um lado artístico, mas, como diz a minha vovó, quando a esmola é demais o santo desconfia. E eu ainda sou daquelas moças à moda antiga que coloca a sua dignidade acima de qualquer coisa, além de preservar – e muito – pela discrição. Recusei uma proposta semana passada, e decidi ir pelo caminho mais difícil... E quer saber? Acho bem mais válido assim. Ainda vale a pena ser uma garota de valor.

Então, quem tiver um carinho por mim, me mande mentalmente energias positivas.

Fora toda essa tensão, estou me sentindo bem e feliz. Mesmo que minha realidade seja de constantes turbilhões de problemas familiares, ainda sinto aquele bem estar e esperança, como se a música ‘Dont stop believin’ do Journey fosse um hino que toca mentalmente todos os dias quando acordo. Na maioria dos dias, acordo “mezzo” Poliana (Poliana, pra quem não conhece, é um livro de literatura infantil muito famoso, onde a protagonista é uma menina que sensibiliza a todos pelo otimismo, amor, bondade e pureza de sentimentos).

Mas fazendo uma observação... Percebi que, no geral, tenho a tendência em me expor mais em momentos tristes... Embora, quando eu era mais jovem e mais imatura, gostava de demonstrar uma felicidade que, às vezes, nem sentia, e eu nem lembro o porquê. Isso mudou faz tempo.

Ainda não entendi essa mudança contraditória, o motivo dessa facilidade em demonstrar, sem vergonha e orgulho, mas com muita simplicidade, minha tristeza aos olhos curiosos dos desconhecidos...

Sério... Eu sou uma pessoa tão estranha que não gosto de me abrir com os meus amigos-irmãos as minhas tristezas mais profundas... E só consigo fazer isso de maneira “non sense” aqui... E não por querer me expor, pois não gosto disso... Mas acho que é por pura esquisitice mesmo, não sei...

É preciso, contudo, acrescentar que as pessoas – no geral – acreditam mais quando uma pessoa se mostra triste do que quando exala a sua felicidade. Muitas vezes eu quis espalhar uma felicidade que não cabia em mim, e isso poderia – e ainda pode – parecer forçado. E não falo só de mim. Quantas vezes, quando vemos alguém muito feliz, nós achamos que isso pode ser forçado?? Há a possibilidade de ser verdadeiro ou falso, mas preferimos acreditar que é falso. Parece que nós nos acostumamos com a tristeza e monotonia. E eu acho isso mal, muito mal. E também há aqueles que não podem ver ninguém sendo feliz que exala a sua amargura, devido a falta de alegria que, às vezes, falta em sua própria vida. Ou por não consegui lidar com seus problemas. Temos nossos dias de mau humor sim, mas, apesar dos nossas atribulações, há muitas outras coisas que fazem a vida ter um gosto mais doce. E ninguém, eu digo ninguém mesmo, merece conviver com alguém amargurado. E tampouco, você merece estar amargurado. A vida é uma roda, tem seus momentos, seus altos e baixos. Está insatisfeito? Triste?? Saia com amigos, beba um vinho, tome um banho de mar, ligue o som e dance sozinho no seu quarto.

E quando ver alguém feliz, abra um sorriso, isso vai te fazer bem também.

E saindo, literalmente, à francesa:

C'est la vie... :)


“Se você souber olhar as coisas dum jeito mágico, tudo fica mais bonito." (Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Olha eu de novo. :D

Hoje acordei cedo pra resolver umas pendências, mas já cheguei e estou esperando dar a hora do dentista (aaain, sofrimeeeento) Não vou a facul hoje, então a noite será off.

Então, vamos blogar...

Quem me conhece de verdade, sabe que eu falo DEMAIS quando estou empolgada. Sou um tanto distraída e praticamente vivo no mundo da lua... Mas quando algo me chama atenção, independente do motivo (às vezes pode ser o mais idiota, acredite) eu observo minuciosamente.

Então... numa das raras vezes que entrei no Orkut (sim, estou na modinha de Facebook e Twitter ¬¬), eu vi a atualização do álbum de fotos de uma pessoa que viajou pra Londres. Era notável a mudança no jeito dela pelas descrições das fotos e até pelo próprio perfil. Mas o que me chamou atenção foi ver fotos dessa pessoa até com pombos londrinos. Só porque o pombo é londrino, ele não transmite doenças? O.o A pessoa nunca tiraria foto com um pombo da Cinelândia, por exemplo. E percebi como o povo brasileiro é besta (lembrando que há exceções). Pobre que vira rico, ou PSEUDO-ricos (esses são os piores) perdem o senso facilmente. Acho mais fácil você vê um pseudo elite tratando com nariz em pé uma vendedora, do que o verdadeiro representante da elite. E isso não é papo de graduanda em Geografia, tentando puxar brasa pro Socialismo. Eu sou de TOTAL acordo com o Capitalismo, mesmo ele sendo severo DEMAIS pra alguns.

Esse post será sucinto, pois não tem mistério. Sua nobreza não está nas suas viagens tampouco no seu dinheiro, está nas suas atitudes. Ter CLASSE é ser educado com todos, sem exceções. Ter CLASSE é tratar bem o dono de uma grande empresa e uma caixa do supermercado. Ter CLASSE é ajudar um mendigo dando um bom dia com um pacote de biscoitos. Ter CLASSE é ajudar, quando pode, alguém que precisa. É só isso.

Um beijo a todos os homens e mulheres de CLASSE. ;*



Foto: Princesa Diana (Divulgação)

Nos últimos tempos aconteceram coisas que me fizeram refletir profundamente. Coisas que eu vi e que realmente aconteceram...

Eu abomino traição. E quando perguntei pra pessoa o motivo que a fez trair alguém, me responderam: quem não dá assistência, abre concorrência.

Ridículo sim, mas não deixa de ser uma verdade... Ainda sim, nada justifica uma traição.

Mulheres que não são fiéis, acredito que seja por alguns motivos, e essas conclusões foram tirada de longos anos observando algumas mulheres próximas: Ou elas traem por que são demasiadamente imaturas (ou quando são casadas, porém não independentes) que não pulam fora de uma relação falida, e que tentam encontrar no amante ou nos amantes, o valor que o marido/namorado não dá. Ou traem porque tem o ego maior que a dignidade, e quer ser desejada por todos, essa, às vezes, é a única felicidade de um mundo que só é rico em futilidades. Mulheres gostam de chamar atenção, FATO. Mas há aquelas que não conseguem chamar atenção pela inteligência, conteúdo e personalidade, algumas tentam chamar atenção por outros meios, se é que me entende.

A mulher é um ser carente por natureza, mas são poucas que conseguem lidar com essa carência dentro de um princípio de caráter. E tem aquelas mulheres que não conseguem controlar seu lado vaca ou não querem. (vaca pra não dizer vadia - desculpe as palavra chulas)

E isso não é nada pessoal, e nem estou falando de atitudes de algumas mulheres que eu não possa gostar, pelo contrário.

Muitas vezes a mulher é execrada pelos homens e é tirada como algo que, na verdade, não é, pois não se dar o devido valor.

Acredito que quando o homem trai, já é mais extintivo. Não tenho a experiência necessária pra falar disso, então deixo em aberto. Só sei que traição é uma falta de caráter tanto pra uma mulher quanto pra um homem. E um homem que não consegue controlar seus extintos é porque também lhe falta bastante dignidade e maturidade.

Minha motivação pra escrever sobre isso, foi porque observo tanta coisa errada: Pessoas que namoram por carência, pessoas que nunca foram fiéis a nenhum relacionamento que teve e pessoas que fazem o namoro uma prisão. Essas pessoas, que são próximas e cometem esse tipo de erro, sabem da minha reprovação quanto essas atitudes. Mas há aqueles que insistem no egoísmo ou se acham espertas, não sei... Ai a gente se cansa de falar e observa, apenas. Se é da natureza da pessoa fazer isso, não há nada a ser feito... Let it be. ;/

Cada um é dono do seu destino e cada cabeça é um guia. Fim. Mas ainda sou daquelas que acreditam que todo o mal que fizermos, volta pra gente de uma maneira muito pior.

E, por favor, mesmo os “bonzinhos” se fodendo de tanto sofrer, AINDA vale a pena ser honesto, né?

O principal fator pra um relacionamento caminhar é gostar de verdade da pessoa, estar com ela porque quer e não por ter medo de ficar sozinho, ou o que quer que seja.

Se você tiver alguém no passado que por acaso ainda desperte algo em você... Imagina se essa pessoa volta logo quando seu relacionamento vai mal? Bem... A pessoa de mente fraca se entrega facilmente.

Ou se não tiver nenhum passado, mas você está com a pessoa pra passar o tempo, ou por atração física, ou por carência, ou sei lá o porquê... Por favor, não dê uma de Summer Finn... Não transforme um “relacionamento” num egotrip.

Ser honesto é um grande passo pra tudo ser digno. Só entre num relacionamento se gostar muito e APENAS daquela pessoa. E se deixar de gostar da pessoa o primeiro passo é terminar, é um jeito bem dolorido, mas ainda é o mais digno de se resolver as coisas.

Se não está feliz, se ficou balançado por outra pessoa, se está dividido, se você não está disposto a encarar um relacionamento de verdade ou se não gosta o suficiente pra ter um relacionamento sério com a pessoa: por que não optar pela liberdade?

Ah, sim... A liberdade não te dá garantias, tudo pode acontecer... Há o risco de ganhar ou perder...

Mas vale a pena arriscar e ser honesto, né?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu me apaixonei pela garota do campo (...) ela veio de um mundo inferior...

Conviver com pessoas tão diferentes é uma questão delicada. Observar coisas absurdas e repugnantes, que são tratadas com normalidade por todos ao redor é revoltante também. É muito complicado não ter a base que gostaria de ter. E não, eu não quero tudo de mão beijada.

Eu não sou ligada a família porque simplesmente eu não tenho uma de verdade...rs Uma canceriana sente falta disso..rs

Tudo meu é acelerado... E eu preciso me equilibrar pra não cair. Eles te empurram... e deixa você se foder sozinho. Ninguém vai correr do seu lado. Ninguém vai te incentivar. Ninguém vai te dar apoio... Ninguém verá o seu melhor... E, principalmente, ninguém vai te entender. Julgar as pessoas é muito conveniente e menos trabalhoso.

E quando você sabe que o maior sonho da sua vida é logo o mais difícil e o que está mais distante de alcançar? A gente vai caminhando da maneira que pode, desajeitada e sozinha, pra conseguir aos poucos as conquistas.

E não serei injusta... Aqui tem momentos bons. Momentos felizes, de verdade. Mas essa aqui não é a minha vida... E às vezes sinto um mal estar só por chegar em casa. É estranho.

Eu tenho bastante características de uma garota tipicamente do campo. Mas conheci muitas outras coisas, outras pessoas e outros lugares que me diferenciaram. Minha vivência me tornou diferente. Isso desde muito cedo... Meu mundo se ampliou com 13 anos, na verdade. O que me fez gostar de geografia foi, através de um atlas, a curiosidade despertada pra conhecer o que era o mundo. O que existia fora daqueles “muros” que me cercavam... Eu vivo como um peixe fora d’água há muito tempo.

O mais estranho é que quando tive essas experiências em outros lugares e outras pessoas, eu fiquei muito assustada e também bastante enojada com algumas coisas que encontrei. Conheci do lixo ao luxo... Esses dois me assustam... E o luxo é de uma arrogância tão besta que eles se engrandecem com coisas efêmeras. O que é, pra mim, um dos exemplos mais bizarros de burrice. O lixo me deixa com medo, pois não tenho esperteza suficiente pra vivê-lo sem me magoar, entende? Lembrando que lixo é só uma expressão... Nada do que eu vivi foi, de fato, um lixo.

Aí no final, eu me sinto perdida, pois não tem um lugar pra chamar de meu. Isso me lembra uma música do Maiden:

Don't wanna be here

Somewhere I'd rather be

But when I get there

I'm afraid it's not for me.”

E como outro trecho da música diz... Eu vou vivendo apreciando a simplicidade das coisas, apesar dessa problemática, aprendendo e sendo feliz. (Aliás, essa música é bem significativa pra mim).

Desculpe o post meio deprê, tá tudo bem. A gente se distrai e daqui a pouco o mal estar passa.

Eu tenho várias outras coisas pra escrever aqui... Sobre mim e sobre assuntos interessantes. Deu pra perceber que hoje não estou com cabeça pra tal, mas logo atualizarei. Não vou trancar esse blog, vou trancar o Dica da Ruiva, e ficar esse ano sem postar lá. Simplesmente esse ano será de extremo cansaço metal... E a única disposição pra escrever será pra desabafar (aqui) e pra viver o que sobrar da vida.

Minhas sagas, legados e babaquices (principalmente “amendobobices”) também serão registrados num besteirol chamado Twitter.

That’s all folks.


"É lá, junto das estrelas, onde moram nossos desejos..." (Rubem Alves)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você vai rir, sem perceber.

Alô mundo, alô estranhos.

Eu queria fazer um levantamento sobre cada mês desse ano, mas não tô com cabeça pra falar sobre Fevereiro. E, sinceramente, quase não lembro de Fevereiro. Minha atenção e concentração está quase integralmente ligada a minha monografia. Tempo? Nem pra me cuidar está sobrando (e olha que sou vaidosa pra Cassilda). Mas percebi que quando a gente vai vivendo, mesmo com os espíritos dos “mortos” nos rondando, mesmo com as nossas feridas e pecados, você está mais aberto ao aprendizado... E, na verdade, você só vai se dar conta do quanto está amadurecendo quando você pensa sobre um assunto de uma maneira totalmente diferente com a que pensava a um mês atrás, por exemplo. E isso tem acontecido comigo. Hoje eu consigo ver coisas de uma maneira mais ampla, meus sentimentos limitavam a minha visão.

Chega num ponto que a única coisa a se fazer é viver. Mas não viver para verem que estou seguindo em frente ou pra provar algo a alguém ou a mim mesma, e sim porque é preciso viver, a vida te OBRIGA a levantar. Se você insiste em ficar estático por causa de uma situação insolúvel, a vida vai te empurrando. E teve momentos que eu fui empurrada pela vida, mas depois de um tempo você se ergue e dá seus passos... Os primeiros passos são desanimados, mas já é uma evolução. Depois os passos desanimados se transformam em agradáveis caminhadas.

É importante também ter um objetivo... E você segue a trilha que vai de encontro a ele, mas no caminho existem coisas a serem aproveitadas. Sua vida não será apenas uma corrida ou uma maratona. Você aprende a apreciar cada particularidade encontrada nesse caminho.

E pra quem é intenso, como eu, vive tanto o bom, as grandes felicidades, as tristezas obscuras, profundas e depressivas, e, também, vive intensamente o caminho, com seus desafios e novidades nele inseridos. E, sinceramente, assim o aprendizado é bem mais válido.

Atualmente tenho vivido numa tranquilidade sem tamanho... Mas é aquela tranquilidade de espírito, até porque minha vida está deveras atribulada. Mas, sinceramente, essa tranquilidade me assusta... E quase me incomoda. Porque é da minha natureza não gostar de estar tão vazia de sentimentos, aqueles que me entopem de tristezas ou de felicidades. Porque está tranquilo é sinônimo de bem estar, e não de estar feliz. Aliás, felicidade são momentos e estado espírito. E, pra mim, só os intensos sabem o que é a verdadeira felicidade.

Falando sobre isso, eu me lembro da Lispector. Acho que ela define minha personalidade em muitas coisas... Enquanto o Caio Fernando de Abreu descreve minha vida e meus relacionamentos. (rs)

E porque a Tássia está tão aberta? Sem medo de mostrar suas quedas, dores, erros, conquistas e sentimentos? Porque quando você muda de direção, aqueles que desejam seu mal não te assustam mais.

Câmbio, desligo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Oração e Benção, pra você.

Quero que saiba, além daquilo que você sempre soube, que de uns tempos pra cá tenho rezado. Não faço isso todo dia, apenas quando sinto vontade o suficiente pra fazê-lo, faço quando meu coração pede. Afinal, não é uma oração comum, nem sequer o Pai Nosso eu rezo. Mas sim, eu converso com Deus, não peço nada pra mim, peço coisas pra pessoas – aquelas que eu acho que precisam de uma benção.

Você tem sido o assunto principal dos meus diálogos com Deus. E ontem foi um dia desses, em que antes de dormir, deitada na minha cama e no escuro do meu quarto, pensamentos sobre você rondavam a minha mente. Então, meu principal pedido a Deus foi pra que ele fizesse você voltar a ser do mesmo jeito de quando te conheci: aquela pessoa otimista, aquela pessoa que acredita.

Pedi a Deus que você nunca sofresse ou ficasse triste. Pedi pra que sua vida seja de abundantes alegrias com aqueles que te fazem bem. E que todos os dias, antes de dormir, você se sinta embriagado de tanta felicidade.

Pedi perdão a Deus por toda a dor que já lhe causei. Perdão pela minha estupidez. Perdão porque não soube te amar sem te magoar.

E em meio essa minha conversa e oração, confessei que se eu pudesse voltar atrás, e se eu tivesse o poder de escolher, não entraria na sua vida, pois pensar que sou responsável pela sua negativa mudança dói cada milímetro do meu corpo.

Confessei também que abriria mão de todos os nossos momentos, e da nossa história, só pra ver aquele rapaz jovial de novo. Aquele o qual a primeira frase que eu li sobre, foi: “E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.”. Era a primeira frase no seu perfil e o que tinha nele, e nas poucas horas de conversa no nosso primeiro dia, percebi que tudo seu emanava luz. Logo soube que você era especial.

Sei que você está fechado, apenas não sei, sinceramente, se isso é bom ou ruim, mas eu só queria que você não tivesse nenhuma ferida a ponto de se fechar pro mundo. Acredite, você não nasceu pra se fechar.

Eu conversei muito com Deus ao seu respeito, e não lembro de cada coisa, só sei que foram coisas positivas, e no final, quando concluí que só acrescentei mais coisas ruins do que boas na sua vida, eu dei a minha benção a você.

Olha, não se preocupe comigo. Eu sou complicada/esquisita/ não bato muito bem da cabeça, então só darei dor... e uma delas é a dor de cabeça...rs. Mesmo não sendo essa a minha intenção. Eu lembro da sua frase: “Olha o seu mundo e o que ele proporciona a mim.” (mais ou menos isso). Tá certo, meu mundo não dará muita tranqüilidade, e uma pessoa como você é merecedora de calmarias.

Então, por tudo isso, dou a minha benção pra você ser feliz sem mim. Dou a minha benção pra você me apagar. E dou a minha benção para que você encontre outra pessoa (leia-se mulher de verdade) que além de todo carinho, te faça crescer sem te pôr pra baixo, que te acrescente coisas boas, que te dê paz e que você perceba que com ela, você se tornou melhor do que comigo.

E desejo isso com todo meu coração e toda a minha verdade.

Porque eu te amo.

Ver que outra pessoa conseguiu curar todas as feridas que lhe causei seria minha maior recompensa de toda a experiência vivida ao seu lado. Ver que eu me tornei apenas uma distante memória, sem te causar nenhum sentimento negativo, irá me fazer indescritivelmente feliz. Pois é isso que me dilacera e impede que os 100% de felicidade seja carregado na minha vida.

Depois da minha oração, pensei em nós dois. Lembrei de quando o amor, em sua mais bruta forma, nos unia. Imaginei seu corpo encaixando no meu, imaginei seu cheiro, o jeito como tocava a minha pele, o modo como você me pegava e me embalava, fazendo a comunhão de um dos sentimentos mais profundos. Esses momentos era como fazer parte do paraíso.

Quando penso nesses nossos momentos, e não só esses íntimos, mas em todos que fomos felizes e unidos (em qualquer forma), penso em paraíso. Foram momentos transcendentais, pelo menos pra mim.

Uma vez li que o amor humano, é só uma pequena amostra do amor divino, o amor puro (que a cada dia é mais difícil de ser vivido). E nós experimentamos sim essa pequena amostra de amor.

Então eu sei que quando passasse todo aquele nosso estado de graça, eu voltaria à humanidade. E, você sabe, não sou uma das humanas mais fácies de lidar. Sou muito pecadora... E com toda essa minha humanidade, eu estragaria tudo, mais uma vez... E mais uma vez.

O meu anjo (você) também tem um anjo, em algum lugar, então dou a minha benção pra você encontrá-lo.

Tássia Alves.

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Tudo isso é verdade, e resta a esperança de que um dia você leia isso e que, principalmente, acredite.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Agridoce

Então... Eu poderia gastar horas tentando me explicar, expor meu lado, admitir meus erros. Mas isso é inútil pra quem sabe como eu sou, sabe dos mecanismos.

Ninguém vai corresponder 100% das minhas expectativas, assim como não vou corresponder as 100% das expectativas de alguém. E com um tempo a gente aprende a lidar com a personalidade do outro. Só com bastante tempo e paciência aprendemos a deixar por menos os defeitos das pessoas que queremos conviver.

Como, por exemplo, depois de alguns anos, eu já conseguia lidar melhor com o seu jeito e algumas coisas suas que anteriormente me machucavam, já não fazia o mesmo efeito, por costume com os seus defeitos. O que antes me deixava cabisbaixa, já não tinha mais minha atenção, por entender que por mais que possamos mudar conforme o tempo, existem certas características pessoais que são imutáveis.

Eu posso ter feito (e ainda vou fazer) coisas erradas, ir por caminhos tortuosos, mas nesse momento eu me sinto bem, pois nunca deixei de ser eu mesma. Eu faço tudo com intensidade. E não, não é esse papo clichê de menina adolescente, quem me conhece sabe que não queria ser assim, mas está em mim... Eu demoro muito pra entregar a alguém, pra quando isso acontecer, a entrega for da maneira mais profunda e sincera possível.

Eu não me arrependo de nada, e por quê? Porque eu fiz de tudo. Errei muito, mas lutei, me desesperei e “sangrei” (faria isso mesmo se não cometesse nenhum erro) e fui ao limite do sentimento. Alguém sabe o que é isso? O limite do sentimento.

É assim que eu sou. Sou uma explosão incontrolável de sentimentos bons – e ruins. E eu nunca fiquei estática esperando alguém fazer algo que mereça essa entrega, desde o momento que você passou pelo meu “processo seletivo” você terá todo – e incondicional – afeto. Mas isso tem um preço, e quem acha que vale a pena pagar esse preço, provavelmente terá todo o meu coração pra sempre.

(E não vou falar das características que eu tenho que estão quase em extinção em pessoas, em especial nas mulheres, de hoje em dia).

Talvez eu não saiba amar de uma forma tranqüila. Talvez o amor não seja pro meu bico mesmo.

Toda vez que eu penso em amor, imagino velhinhos de mãos dadas numa praça. Mas quantas histórias esses velhinhos guardam consigo? Meus avós são casados há 50 anos, e a história deles nunca foi um mar de rosas.

Nós aprendemos que todos nós temos ônus e bônus. O que falta nas pessoas (eu incluída) é a aceitação ao outro.

Você sabe o que eu fiz, e porque eu fiz. E não, não estou querendo convencer você, nem ninguém.

Mas não vou me culpar, nem me crucificar por isso. Pois essa sou eu. Doce e amarga.

E não... Também não vou te culpar ou te crucificar por nada.

Sobre meu atual momento, a única coisa que posso dizer sobre meu estado de espírito é aceitação. Já não existe mais motivo e nem motivações pra uma revolução.

Pois... “Tudo passa, tudo passará e nada fica, nada ficará.”

Não é sempre assim?

Tássia Alves

'É muito difícil fazer sua cabeça e seu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos.' Woody Allen

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

“Você foi minha cura, mesmo que não acredite na minha melhora. Mas os efeitos colaterais do seu tratamento me fizeram tão mal quanto minha própria doença.”

Tássia Alves