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quarta-feira, 6 de julho de 2011

The last song...

Eu estou numa fase de encerramento de ciclos e tomei a decisão de fechar esse blog. Possa ser que um dia, quem sabe, eu volte... Embora eu duvide muito. Eu tenho esse blog desde 2008, mas a minha impulsividade me fez apagar inúmeros post e só tenho registrado o ano de 2009 adiante.

Aqui tem a minha soberba, a minha ignorância, arrogância... A minha dor, tristeza, esperança. E as dores de amor... Ah, essas vão e voltam...

Esse blog ficará como registro do passado, a caixa preta. Alguns assuntos morreram para mim e não tem mais a mínima relevância. Assunto encerrado, seja ele mal resolvido ou não. Entretanto, alguns problemas continuam, mas mudei a forma de vivenciá-los e é isso que significa a mudança de ciclos.

Para deixar mais claro o motivo da minha deixa, uma vez escrevi no twitter que eu odeio ler o que escrevi há tempos. Sabe quando você lê o que escreveu - e lembra-se de como era a sua mente antes - e se acha patética? Pois é... Tem muita coisa patética aqui, mas é bom... Mostra o quanto eu aprendi e o quanto amadureci até agora. Provavelmente, continuo patética em um nível menor...rs E preciso de mais um tempo pra perceber isso... Na verdade, quando eu perceber as minhas falhas de hoje o tempo já terá me mudado. O tempo nos amadurece, isso é incontestável. Em contrapartida, às vezes, a mudança pode ser tão brusca a ponto de não nos reconhecermos se olharmos para trás. E passamos, até, a sentir saudades de nós mesmos em algumas especificidades. Ninguém quer ser perfeito, eu acredito. Mas insisto em afirmar que todos querem viver bem. Para alcançar o bem estar próprio e, conseqüentemente, fazer o bem às pessoas é preciso buscar nosso equilíbrio.

Dentre tantas coisas que aprendi, uma é que a tristeza só nos derruba se tivermos tempo para dar atenção a ela. Ultimamente eu não tenho nem tempo pra ser triste, ufa!

Qualquer sentimento ruim só toma conta da nossa vida se deixarmos e dedicarmos tempo para ele. O meu conselho é fazer alguma atividade criativa. Atualmente o trabalho que não me dá mais tempo nem para um suspiro, mas ainda tenho meus planos criativos. Aliás, um dos mais urgentes é voltar pro curso de inglês e o secundário é fazer um curso de fotografia.

Eu sou uma admiradora incondicional da arte apesar de não ter muitos talentos notáveis. Desenho e música (que são coisas que amo) eu deixei para posteridade...rs. Já a fotografia, toda vez que estou com tempo para sentimentos desagradáveis, eu dou umas clicadas. É uma terapia... rs Pra ser sincera, acho que realmente tenho o dom. Só falta mesmo o dinheiro pra investir nesse hobby, que, aliás, é muiiiito caro.

Provavelmente farei outro blog, eu amo escrever. Não que eu seja boa nisso, na verdade, me acho péssima, mas adoro abusar das palavras... A faculdade me obrigou a ler livros que fizeram ampliar o meu vocabulário, mas ainda estou em processo de aprendizado para escrever com maestria..rs Até porque uma das minhas vontades é fazer graduação de jornalismo, futuramente. Ah, prometo tentar fazer posts menos egocêntricos no meu futuro blog... Eu só espero ter tempo pra isso...rs

O meu projeto sempre foi buscar minhas realizações. Porém aprendi que viver, conhecer pessoas e lugares agrega muita coisa ao que somos, mas independente de tudo que nos tornemos, realização só vem de dentro pra fora.

E me despedindo à francesa, revoir!

"Naturalmente eu sou irritável, naturalmente meu humor não é brilhante, mas de um modo geral eu sou alegre." (Clarice Lispector)



Tudo aqui
Quer me revelar
Minha letra
Minha roupa
Meu paladar
O que eu não digo
O que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar
Quando amanheço
Quando me esqueço
Quando morro de medo do mar...










Tudo aqui!
Quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar...








O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar
Tudo em mim quer me revelar...

Tudo em mim!
Quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar
O que me preocupa
O que me ajuda
O que eu escolho prá amar
Quando amanheço
Quando me esqueço...




Fotos que eu tirei na segunda-feira, do celular da minha mãe. Terríveis.

Sim, estou sem minha câmera. :(


terça-feira, 7 de junho de 2011

Time And Time Again

Lately you been on my mind
Been so long I don't know why
I guess some memories never fade


We were young and falling fast
We believed that love would last
Whatever happened to the plans we made?


I remember the day we met
How we laughed in the the rain
Some things you just can't forget
When you still feel the pain


Oh why, why did we let it go?
I guess I'll never know
How the story ends


Oh I, no matter what I do
I'll always think of you
Time and time again


You went your way, I went mine
Not really sure, what we would find
Funny how our lives have turned around


Thought I saw you on the screen
We were always chasing dreams
I hope that love never lets you down


There's so many years gone by
Way down the line
And I'm always by your side
Here in my mind


Oh why, why did we let it go?
I guess I'll never know
How the story ends



Oh I, I will remember you
And all that we've been through
Time and time again

Time And Time Again - Hughes Turner Project

domingo, 5 de junho de 2011

Can I see your sweet sweet smile?

É meio clichê, mas realmente estou sem tempo pra escrever aqui. E mesmo se tivesse, até então não senti necessidade para desabafar algo e nada relevante passou pela minha mente. O mais contraditório disso tudo é que apesar da rotina atribulada, dos problemas cotidianos de sempre e do cansaço físico, o meu estado sentimental está tranqüilo, como se estivesse por um processo de repouso. E, honestamente, parafraseando Black Sabbath: It feels good to me.

Estar de bem consigo mesmo: nada vale mais que isso.


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Musiquinha da descrição do meu blog. Tudo tem a ver com “garotas vaqueiras”, “garotas do campo” eu curto... :)



"Old enough now to change your name

When so many love you, is it the same?"

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Girl, You'll Be a Woman Soon...

Porque agora eu me permito a fazer certas coisas que sempre me poupei, acreditando numa suposta lei do retorno.

"E não há tempo que volte, amor... Vamos viver tudo o que há pra viver. Vamos nos permitir."

Esse trecho do Lulu Santos me veio à cabeça, pois é tudo isso que eu quero...

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Música que não tem nada a ver com o texto, mas eu adoro esse filme e a trilha sonora. Sem falar do meu amor platônico pelo John Travolta.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Amor sem loucura não é amor. É bocejo.

(Rita Lee)


That's my philosophy.


No regrets about my choice.

domingo, 22 de maio de 2011

She's On Fire...

Eu precisava escrever com minhas próprias palavras o que eu estou sentindo ultimamente. Mas acho que mesmo se recorresse ao dicionário não teria nenhuma palavra que pudesse sintetizar isso. Dizer que esse foi um dos piores finais de semana da minha vida seria apenas uma prévia. E é fato de que eu não poderia continuar dessa maneira... Não sei o que fazer, mas se continuar inerte a essas situações serão novos finais de semana dedicados a tristezas, incertezas e confusões mentais. Ainda não sei, como tudo na vida, se estou fazendo o certo... Mas a única coisa que tenho certeza é que estou tentando evitar meu sofrimento, evitando, também, trazer perturbações a quem não quero.

Como eu sempre digo: lifes goes on.


Enquanto minha vida deu esse salto (pra baixo) e preciso consertar algumas coisas (incluindo minha cabeça), fiquem com a Scarface's soundtrack. Um ótimo filme com um dos atores que mais admiro. Al Pacino. (L)



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Eu posso escrever o que eu sinto e postar aqui, pra desabafar... Mas nada é mais profundo e verdadeiro quanto às coisas que eu escrevo só pra mim...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

É, sexta-feira 13, e eu poderia estar em algum lugar lá fora, mas o mundo está caindo em chuva. Jason Wins (piadinha boboca).

Eu deveria imprimir os artigos que minha quase orientadora me mandou, aliás, deveria ter feito isso desde segunda-feira. Melhorei da minha conjuntivite ontem, mas a preguiça ainda me domina. Rs...

Fiquei com vontade de escreve porque me lembrei de uma frase da Clarice: “Isso é um monstro ou isso é ser uma pessoa?”. É, isso me faz refletir sobre uma autopunição que não consigo evitar sobre alguns erros que já cometi. Acho que quase ninguém deve parar pra pensar sobre seus próprios erros “imperdoáveis”. Aqueles que nem fazem parte do passado, e sim do pretérito. São aqueles erros que ocorrem por acontecimentos em série e já não existem razões e motivações para sequer tentar corrigi-los. Mas que, de certa maneira, ficam na sua memória. Ficam na memória daqueles que se preocupam demais e sentem pelo que nem deveriam. Como já disse, é muito raro alguém vagando pelo centro da cidade se lembrar que pode ter magoado muito alguém, que pode ter errado feio, mesmo que essa não tenha sido sua intenção e ainda sim se sentir mal por isso. Porque é muito mais cômodo esquecer esse tipo de erro, parece que dá mais gás pra julgar, condenar e apontar dedos para as falhas alheias. Eu já escrevi uma vez aqui no blog que nosso senso de justiça, quando o assunto é pessoal, é interferido pelos próprios sentimentos, e, por isso, pode muito bem ser falho. E o tempo é o melhor professor da vida, e ele te mostra depois o que exatamente você fez de errado. Porém, existem casos que até se pudéssemos voltar no tempo, seriamos levados mais uma vez pelas emoções e cometeríamos erros iguais de maneiras diferentes. Ou simplesmente seguiríamos o caminho que acharmos certo, o que significa, algumas vezes, abandonar outros caminhos. Mesmo que não se arrependa da sua escolha, você se lembra, naturalmente e quase sem querer, que pode ter feito pessoas sofrerem com isso. Meu signo tem bastante nostalgia, mas sempre fui muito carpe diem nesse ponto e não me achava tão nostálgica como pessoas que já conheci. Agora eu reparei que eu me apego sim ao passado, mas eu me apego à pior parte dele. E isso ninguém vê. É uma coisa tão pessoal e tão in, que é imperceptível até pra quem me conhece de longa data. Uma amiga me falou que sou cheia de mistérios. É, sou mesmo. Isso me mata por dentro, porque eu penso em N possibilidades, penso como tudo poderia ser diferente e muita dor até agora poderia ter sido evitada. Tanto a dor que senti quanto a dor que já causei. Não, meu presente e minha vida atual não me fazem querer voltar. Estou melhor agora do que antes em muitos pontos. Tirei pesos e pessoas que se mostraram desnecessárias, e não me arrependo disso. Sabe, eu penso que só eu devo ser tomada por esse sentimento de “lamentação”. Quando eu sinto isso, eu sofro, de verdade. Porque eu sou entregue a alguns sentimentos e os sinto a flor da pele. Às vezes, distraidamente andando pela rua, esses pensamentos rondam a minha cabeça e eu penso: Nossa, só agora eu vejo o quanto posso ter magoado. O meu grande mau é que mesmo quando eu não me importo com os outros, até mesmo aqueles que são falsos ou de intenções duvidosas, eu me importo com eles (sei que é difícil entender, da mesma maneira que pode ser complicado seguir meu raciocínio). Eu tive uma criação tão bobinha que, às vezes, por alguns momentos, penso que tudo poderia ser como o mundo de Poliana. Até no fundo da minha mais profunda raiva, existe um alguém que lamenta por todas as batalhas sofridas e que parece gritar para os outros: “Nada poderia ser assim. Olha a que ponto tudo chegou?” Esse ponto me obriga a me trancafiar quando, na verdade, eu não queria. Faz com que eu tenha medo de fazer da minha vida um livro aberto. Isso é muito sufocante. Eu tenho a mania, mesmo não sendo uma das pessoas mais maleáveis que existem, de, no fundo, sempre tacar a culpa toda pra mim, de tudo. Sinto-me sobrecarregada porque devido a alguns fatores na juventude eu sempre quis evitar confusões e ser aceita. E quando alguém é assim se torna muito mais vulnerável a suposições alheias. Sinto medo do mundo, das pessoas e quando cai a ficha que posso ter causado a alguém algum tipo de sofrimento que outro alguém já me causou, fico me sentindo mal. Só quando, mais uma vez, me lembro dessa frase da Lispector, percebo que todos são assim, admitindo ou não. Existe um lado nosso que só nós mesmos conhecemos, e não adianta, por mais que você queria transparecer algo, existe uma verdade sobre você que ninguém sabe. Alguns se sentem mal por ela, até se lembrar que isso é ser o ser humano. Somos emotivamente egoístas em muitos pontos. Mas há aqueles que preferem esconder esse lado pessoal para continuar sua incessante luta em busca as falhas alheias para exaltar seu ego.

Isso tudo é só pra dizer: Sejamos complacentes (até com nós mesmos).


And be a simple kind of man. Be something you love and understand.”


Ah, lembrando, mais uma vez, que esse blog é só um espaço pra desabafo e devaneios. Não pretendo ser poeta, tampouco escritora. Não tenho o dom. A vontade de escrever vem e eu obedeço. É bom. Além de encontrar nesse espaço algumas coisas que leio, tanto na net quanto nos livros que eu baixo.

Bom, é isso. Fico por aqui, porque estou perdendo o filme Almost Famous, mais uma vez, com coisas que nem deveria escrever.


Miquinhos do Bosque da Barra da Tijuca - RJ

terça-feira, 12 de abril de 2011

“Benditos sejas os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção… É a base quando falta o chão.”

Machado de Assis.

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Primeiro: Acho que uma pessoa só pode namorar se o dito cujo (ou a dita cuja) tiver a aprovação dos amigos.

Segundo: Não serei hipócrita, namorar é sinônimo de mudança de rotina, mas não da anulação da individualidade e jamais a omissão para com os amigos.

Terceiro: Amor não é prisão.

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Essa sempre foi minha opinião, de longa data. Hoje eu fui a ponte de uma situação chata... Eu, tentando ponderar situações para duas pessoas, que são amigas, chegarem a um senso comum. Então, como tive essa experiência e sou uma pessoa de emoções vulneráveis, posso dizer que agora estou me sentindo estranha. Pois é uma situação delicada, onde é necessário muita diplomacia... Embora esse mesmo caso foi o que me motivou a escrever essas considerações acima. Mas fazendo um levantamento desde a minha ultima atualização, posso dizer que estou me sentindo bem, porém apreensiva. Daqui a alguns dias vou enfrentar um grande desafio, talvez o maior da minha vida, até agora. Isso dá um misto de medo e ansiedade. E eu espero ter forças fisicamente, mentalmente e psicologicamente. Daqui pra frente a vida será severa e muito exigente comigo, mas, com toda a certeza, renderá ótimos frutos. Apesar de me sentir um pouco assustada e despreparada, está na hora de enfrentar isso. Não foi, exatamente, o que eu sonhei. Aliás, nada na minha vida foi da maneira como eu queria (assim como na vida de muitas pessoas). E aprendi que existem coisas que não serão da maneira que idealizamos, e fica estagnado, esperando o seu sonho cair do céu não é uma boa alternativa. Os sonhos de alguns – como o meu – vem de uma maneira muito batalhada. São degraus. Não vou mentir dizendo que não poderia ser mais fácil. Eu tive propostas de “trabalho”, atualmente, em relação a um lado artístico, mas, como diz a minha vovó, quando a esmola é demais o santo desconfia. E eu ainda sou daquelas moças à moda antiga que coloca a sua dignidade acima de qualquer coisa, além de preservar – e muito – pela discrição. Recusei uma proposta semana passada, e decidi ir pelo caminho mais difícil... E quer saber? Acho bem mais válido assim. Ainda vale a pena ser uma garota de valor.

Então, quem tiver um carinho por mim, me mande mentalmente energias positivas.

Fora toda essa tensão, estou me sentindo bem e feliz. Mesmo que minha realidade seja de constantes turbilhões de problemas familiares, ainda sinto aquele bem estar e esperança, como se a música ‘Dont stop believin’ do Journey fosse um hino que toca mentalmente todos os dias quando acordo. Na maioria dos dias, acordo “mezzo” Poliana (Poliana, pra quem não conhece, é um livro de literatura infantil muito famoso, onde a protagonista é uma menina que sensibiliza a todos pelo otimismo, amor, bondade e pureza de sentimentos).

Mas fazendo uma observação... Percebi que, no geral, tenho a tendência em me expor mais em momentos tristes... Embora, quando eu era mais jovem e mais imatura, gostava de demonstrar uma felicidade que, às vezes, nem sentia, e eu nem lembro o porquê. Isso mudou faz tempo.

Ainda não entendi essa mudança contraditória, o motivo dessa facilidade em demonstrar, sem vergonha e orgulho, mas com muita simplicidade, minha tristeza aos olhos curiosos dos desconhecidos...

Sério... Eu sou uma pessoa tão estranha que não gosto de me abrir com os meus amigos-irmãos as minhas tristezas mais profundas... E só consigo fazer isso de maneira “non sense” aqui... E não por querer me expor, pois não gosto disso... Mas acho que é por pura esquisitice mesmo, não sei...

É preciso, contudo, acrescentar que as pessoas – no geral – acreditam mais quando uma pessoa se mostra triste do que quando exala a sua felicidade. Muitas vezes eu quis espalhar uma felicidade que não cabia em mim, e isso poderia – e ainda pode – parecer forçado. E não falo só de mim. Quantas vezes, quando vemos alguém muito feliz, nós achamos que isso pode ser forçado?? Há a possibilidade de ser verdadeiro ou falso, mas preferimos acreditar que é falso. Parece que nós nos acostumamos com a tristeza e monotonia. E eu acho isso mal, muito mal. E também há aqueles que não podem ver ninguém sendo feliz que exala a sua amargura, devido a falta de alegria que, às vezes, falta em sua própria vida. Ou por não consegui lidar com seus problemas. Temos nossos dias de mau humor sim, mas, apesar dos nossas atribulações, há muitas outras coisas que fazem a vida ter um gosto mais doce. E ninguém, eu digo ninguém mesmo, merece conviver com alguém amargurado. E tampouco, você merece estar amargurado. A vida é uma roda, tem seus momentos, seus altos e baixos. Está insatisfeito? Triste?? Saia com amigos, beba um vinho, tome um banho de mar, ligue o som e dance sozinho no seu quarto.

E quando ver alguém feliz, abra um sorriso, isso vai te fazer bem também.

E saindo, literalmente, à francesa:

C'est la vie... :)


“Se você souber olhar as coisas dum jeito mágico, tudo fica mais bonito." (Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Enquanto o meu último post exalava toda minha revolta quanto uma situação, esse aqui é só pra deixar registrado que o dia 27 e 28 de Março foram dois dos dias mais incríveis da minha vida. Nossos verdadeiros anjos nunca nos deixam. A vontade e a saudade que tenho, é fazer todo bem à ele. E quando chegar o tempo certo pra fazer isso, saberei. Independente das circunstâncias ou do que seremos ou não seremos um dia, sei que tudo de ruim será apagado. Anyway, lifes goes on. A gente deixa uma história guardada em um cômodo especial da casa, e deixa os outros cômodos abertos pra aqueles que merecem entrar. Mesmo assim, seu lugar em mim, é só seu.

Sobre o show do Maiden, meu colega Gustavo Pereira conta à vocês:

http://ostracismofuncional.blogspot.com/2011/03/um-show-manchado.html

http://ostracismofuncional.blogspot.com/2011/03/ate-quando.html

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu me apaixonei pela garota do campo (...) ela veio de um mundo inferior...

Conviver com pessoas tão diferentes é uma questão delicada. Observar coisas absurdas e repugnantes, que são tratadas com normalidade por todos ao redor é revoltante também. É muito complicado não ter a base que gostaria de ter. E não, eu não quero tudo de mão beijada.

Eu não sou ligada a família porque simplesmente eu não tenho uma de verdade...rs Uma canceriana sente falta disso..rs

Tudo meu é acelerado... E eu preciso me equilibrar pra não cair. Eles te empurram... e deixa você se foder sozinho. Ninguém vai correr do seu lado. Ninguém vai te incentivar. Ninguém vai te dar apoio... Ninguém verá o seu melhor... E, principalmente, ninguém vai te entender. Julgar as pessoas é muito conveniente e menos trabalhoso.

E quando você sabe que o maior sonho da sua vida é logo o mais difícil e o que está mais distante de alcançar? A gente vai caminhando da maneira que pode, desajeitada e sozinha, pra conseguir aos poucos as conquistas.

E não serei injusta... Aqui tem momentos bons. Momentos felizes, de verdade. Mas essa aqui não é a minha vida... E às vezes sinto um mal estar só por chegar em casa. É estranho.

Eu tenho bastante características de uma garota tipicamente do campo. Mas conheci muitas outras coisas, outras pessoas e outros lugares que me diferenciaram. Minha vivência me tornou diferente. Isso desde muito cedo... Meu mundo se ampliou com 13 anos, na verdade. O que me fez gostar de geografia foi, através de um atlas, a curiosidade despertada pra conhecer o que era o mundo. O que existia fora daqueles “muros” que me cercavam... Eu vivo como um peixe fora d’água há muito tempo.

O mais estranho é que quando tive essas experiências em outros lugares e outras pessoas, eu fiquei muito assustada e também bastante enojada com algumas coisas que encontrei. Conheci do lixo ao luxo... Esses dois me assustam... E o luxo é de uma arrogância tão besta que eles se engrandecem com coisas efêmeras. O que é, pra mim, um dos exemplos mais bizarros de burrice. O lixo me deixa com medo, pois não tenho esperteza suficiente pra vivê-lo sem me magoar, entende? Lembrando que lixo é só uma expressão... Nada do que eu vivi foi, de fato, um lixo.

Aí no final, eu me sinto perdida, pois não tem um lugar pra chamar de meu. Isso me lembra uma música do Maiden:

Don't wanna be here

Somewhere I'd rather be

But when I get there

I'm afraid it's not for me.”

E como outro trecho da música diz... Eu vou vivendo apreciando a simplicidade das coisas, apesar dessa problemática, aprendendo e sendo feliz. (Aliás, essa música é bem significativa pra mim).

Desculpe o post meio deprê, tá tudo bem. A gente se distrai e daqui a pouco o mal estar passa.

Eu tenho várias outras coisas pra escrever aqui... Sobre mim e sobre assuntos interessantes. Deu pra perceber que hoje não estou com cabeça pra tal, mas logo atualizarei. Não vou trancar esse blog, vou trancar o Dica da Ruiva, e ficar esse ano sem postar lá. Simplesmente esse ano será de extremo cansaço metal... E a única disposição pra escrever será pra desabafar (aqui) e pra viver o que sobrar da vida.

Minhas sagas, legados e babaquices (principalmente “amendobobices”) também serão registrados num besteirol chamado Twitter.

That’s all folks.


"É lá, junto das estrelas, onde moram nossos desejos..." (Rubem Alves)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você vai rir, sem perceber.

Alô mundo, alô estranhos.

Eu queria fazer um levantamento sobre cada mês desse ano, mas não tô com cabeça pra falar sobre Fevereiro. E, sinceramente, quase não lembro de Fevereiro. Minha atenção e concentração está quase integralmente ligada a minha monografia. Tempo? Nem pra me cuidar está sobrando (e olha que sou vaidosa pra Cassilda). Mas percebi que quando a gente vai vivendo, mesmo com os espíritos dos “mortos” nos rondando, mesmo com as nossas feridas e pecados, você está mais aberto ao aprendizado... E, na verdade, você só vai se dar conta do quanto está amadurecendo quando você pensa sobre um assunto de uma maneira totalmente diferente com a que pensava a um mês atrás, por exemplo. E isso tem acontecido comigo. Hoje eu consigo ver coisas de uma maneira mais ampla, meus sentimentos limitavam a minha visão.

Chega num ponto que a única coisa a se fazer é viver. Mas não viver para verem que estou seguindo em frente ou pra provar algo a alguém ou a mim mesma, e sim porque é preciso viver, a vida te OBRIGA a levantar. Se você insiste em ficar estático por causa de uma situação insolúvel, a vida vai te empurrando. E teve momentos que eu fui empurrada pela vida, mas depois de um tempo você se ergue e dá seus passos... Os primeiros passos são desanimados, mas já é uma evolução. Depois os passos desanimados se transformam em agradáveis caminhadas.

É importante também ter um objetivo... E você segue a trilha que vai de encontro a ele, mas no caminho existem coisas a serem aproveitadas. Sua vida não será apenas uma corrida ou uma maratona. Você aprende a apreciar cada particularidade encontrada nesse caminho.

E pra quem é intenso, como eu, vive tanto o bom, as grandes felicidades, as tristezas obscuras, profundas e depressivas, e, também, vive intensamente o caminho, com seus desafios e novidades nele inseridos. E, sinceramente, assim o aprendizado é bem mais válido.

Atualmente tenho vivido numa tranquilidade sem tamanho... Mas é aquela tranquilidade de espírito, até porque minha vida está deveras atribulada. Mas, sinceramente, essa tranquilidade me assusta... E quase me incomoda. Porque é da minha natureza não gostar de estar tão vazia de sentimentos, aqueles que me entopem de tristezas ou de felicidades. Porque está tranquilo é sinônimo de bem estar, e não de estar feliz. Aliás, felicidade são momentos e estado espírito. E, pra mim, só os intensos sabem o que é a verdadeira felicidade.

Falando sobre isso, eu me lembro da Lispector. Acho que ela define minha personalidade em muitas coisas... Enquanto o Caio Fernando de Abreu descreve minha vida e meus relacionamentos. (rs)

E porque a Tássia está tão aberta? Sem medo de mostrar suas quedas, dores, erros, conquistas e sentimentos? Porque quando você muda de direção, aqueles que desejam seu mal não te assustam mais.

Câmbio, desligo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Oração e Benção, pra você.

Quero que saiba, além daquilo que você sempre soube, que de uns tempos pra cá tenho rezado. Não faço isso todo dia, apenas quando sinto vontade o suficiente pra fazê-lo, faço quando meu coração pede. Afinal, não é uma oração comum, nem sequer o Pai Nosso eu rezo. Mas sim, eu converso com Deus, não peço nada pra mim, peço coisas pra pessoas – aquelas que eu acho que precisam de uma benção.

Você tem sido o assunto principal dos meus diálogos com Deus. E ontem foi um dia desses, em que antes de dormir, deitada na minha cama e no escuro do meu quarto, pensamentos sobre você rondavam a minha mente. Então, meu principal pedido a Deus foi pra que ele fizesse você voltar a ser do mesmo jeito de quando te conheci: aquela pessoa otimista, aquela pessoa que acredita.

Pedi a Deus que você nunca sofresse ou ficasse triste. Pedi pra que sua vida seja de abundantes alegrias com aqueles que te fazem bem. E que todos os dias, antes de dormir, você se sinta embriagado de tanta felicidade.

Pedi perdão a Deus por toda a dor que já lhe causei. Perdão pela minha estupidez. Perdão porque não soube te amar sem te magoar.

E em meio essa minha conversa e oração, confessei que se eu pudesse voltar atrás, e se eu tivesse o poder de escolher, não entraria na sua vida, pois pensar que sou responsável pela sua negativa mudança dói cada milímetro do meu corpo.

Confessei também que abriria mão de todos os nossos momentos, e da nossa história, só pra ver aquele rapaz jovial de novo. Aquele o qual a primeira frase que eu li sobre, foi: “E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.”. Era a primeira frase no seu perfil e o que tinha nele, e nas poucas horas de conversa no nosso primeiro dia, percebi que tudo seu emanava luz. Logo soube que você era especial.

Sei que você está fechado, apenas não sei, sinceramente, se isso é bom ou ruim, mas eu só queria que você não tivesse nenhuma ferida a ponto de se fechar pro mundo. Acredite, você não nasceu pra se fechar.

Eu conversei muito com Deus ao seu respeito, e não lembro de cada coisa, só sei que foram coisas positivas, e no final, quando concluí que só acrescentei mais coisas ruins do que boas na sua vida, eu dei a minha benção a você.

Olha, não se preocupe comigo. Eu sou complicada/esquisita/ não bato muito bem da cabeça, então só darei dor... e uma delas é a dor de cabeça...rs. Mesmo não sendo essa a minha intenção. Eu lembro da sua frase: “Olha o seu mundo e o que ele proporciona a mim.” (mais ou menos isso). Tá certo, meu mundo não dará muita tranqüilidade, e uma pessoa como você é merecedora de calmarias.

Então, por tudo isso, dou a minha benção pra você ser feliz sem mim. Dou a minha benção pra você me apagar. E dou a minha benção para que você encontre outra pessoa (leia-se mulher de verdade) que além de todo carinho, te faça crescer sem te pôr pra baixo, que te acrescente coisas boas, que te dê paz e que você perceba que com ela, você se tornou melhor do que comigo.

E desejo isso com todo meu coração e toda a minha verdade.

Porque eu te amo.

Ver que outra pessoa conseguiu curar todas as feridas que lhe causei seria minha maior recompensa de toda a experiência vivida ao seu lado. Ver que eu me tornei apenas uma distante memória, sem te causar nenhum sentimento negativo, irá me fazer indescritivelmente feliz. Pois é isso que me dilacera e impede que os 100% de felicidade seja carregado na minha vida.

Depois da minha oração, pensei em nós dois. Lembrei de quando o amor, em sua mais bruta forma, nos unia. Imaginei seu corpo encaixando no meu, imaginei seu cheiro, o jeito como tocava a minha pele, o modo como você me pegava e me embalava, fazendo a comunhão de um dos sentimentos mais profundos. Esses momentos era como fazer parte do paraíso.

Quando penso nesses nossos momentos, e não só esses íntimos, mas em todos que fomos felizes e unidos (em qualquer forma), penso em paraíso. Foram momentos transcendentais, pelo menos pra mim.

Uma vez li que o amor humano, é só uma pequena amostra do amor divino, o amor puro (que a cada dia é mais difícil de ser vivido). E nós experimentamos sim essa pequena amostra de amor.

Então eu sei que quando passasse todo aquele nosso estado de graça, eu voltaria à humanidade. E, você sabe, não sou uma das humanas mais fácies de lidar. Sou muito pecadora... E com toda essa minha humanidade, eu estragaria tudo, mais uma vez... E mais uma vez.

O meu anjo (você) também tem um anjo, em algum lugar, então dou a minha benção pra você encontrá-lo.

Tássia Alves.

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Tudo isso é verdade, e resta a esperança de que um dia você leia isso e que, principalmente, acredite.

terça-feira, 8 de março de 2011

mon intensité

Ontem dei uma crise de riso e depois passei mal de nervoso.

Eu não sou aquele tipo de mulher que faz escândalo por coisas efêmeras. Tampouco me acho a Queen of the world, não sou tão presunçosa pra tanto. Pode parecer que sou uma mulher insuportável por algumas coisas que escrevo minhas redes sociais, mas não se enganem: é defesa.

O que me estressou (e o que me irritava tempos atrás), foi o fato de uma coisa ser tão perceptível ao olhos dos outros, menos pra você.

A cada dia tenho mais certeza de que você nunca entendeu o espírito da coisa.

O que eu queria? Quer dizer, tudo que eu sempre quis foi apoio. Se eu tivesse essa defesa vindo de você. Aquele abraço amigo. E se eu soubesse que você estava ao meu lado, me dando razão, não teria porque tanto receio.

Não vou negar, uma dose de “auto-estima” vinda de você me faria muito bem também. Coisas simplórias porém essenciais. Aliás, sejamos sinceros: Não é tudibão ouvir que a gente é única, vindo de alguém a gente gosta?

É como se ninguém fosse maior que nós.

E não pra sermos arrogantes, mas perceber que você é incomparável na vida de alguém faria com que aqueles probleminhas sumissem. Principalmente, a paranóia.

E não é sacrifício isso. Pelo contrário, é uma satisfação.

E eu não ligaria pra aquilo, se eu tivesse a certeza disso, e do seu apoio.

Defina cumplicidade.

Até ontem eu me preocupei com isso, até ontem eu faria a questão do seu apoio. Quer dizer, até hoje de madrugada parecia que meu coração estava suplicando pra que você visse o que eu vejo... E que entendesse todos os meus “porques”... Mas eu me lembrei que a realidade é diferente do que a gente deseja, e já não há mais motivos pra fazer isso. E o que me deixava inconformada, será apagado com o tempo... Como a onda do mar apaga o que foi escrito na areia.

Eu não quero o abraço que me defenda, me protege, me acolhe e me acalma de qualquer homem. Isso eu poderia achar muito fácil. E mesmo se conseguisse isso de um homem sem importância pra mim, não faria efeito. Porque só o seu abraço faria tudo se extinguir.

Já que não tenho mais você e nem quando eu tive, você esteve do meu lado como eu gostaria (e olha, não queria muita coisa, apenas uma palavra poderia mudar meu humor positivamente), eu tenho que me virar sozinha, me defender, me proteger.

E eu sei que vou parecer ridiculamente prepotente pra você, pra alguns, e, com toda certeza, pra quem não me conhece bem. E sinceramente? Não ligo. E percebi que é pedir depois pro ser humano limpar as mãos antes de apontar p/ alguém.


“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”


E pra você que tá me conhecendo agora, é bom que saiba que se eu te amar de verdade, um dia, eu vou te machucar. Nunca por mal, mas só porque eu vou te amar demais mesmo.



On dit que le destin se moque bien de nous

Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout

Parait qu'le bonheur est à portée de main

Alors on tend la main et on se retrouve fou”

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Agridoce

Então... Eu poderia gastar horas tentando me explicar, expor meu lado, admitir meus erros. Mas isso é inútil pra quem sabe como eu sou, sabe dos mecanismos.

Ninguém vai corresponder 100% das minhas expectativas, assim como não vou corresponder as 100% das expectativas de alguém. E com um tempo a gente aprende a lidar com a personalidade do outro. Só com bastante tempo e paciência aprendemos a deixar por menos os defeitos das pessoas que queremos conviver.

Como, por exemplo, depois de alguns anos, eu já conseguia lidar melhor com o seu jeito e algumas coisas suas que anteriormente me machucavam, já não fazia o mesmo efeito, por costume com os seus defeitos. O que antes me deixava cabisbaixa, já não tinha mais minha atenção, por entender que por mais que possamos mudar conforme o tempo, existem certas características pessoais que são imutáveis.

Eu posso ter feito (e ainda vou fazer) coisas erradas, ir por caminhos tortuosos, mas nesse momento eu me sinto bem, pois nunca deixei de ser eu mesma. Eu faço tudo com intensidade. E não, não é esse papo clichê de menina adolescente, quem me conhece sabe que não queria ser assim, mas está em mim... Eu demoro muito pra entregar a alguém, pra quando isso acontecer, a entrega for da maneira mais profunda e sincera possível.

Eu não me arrependo de nada, e por quê? Porque eu fiz de tudo. Errei muito, mas lutei, me desesperei e “sangrei” (faria isso mesmo se não cometesse nenhum erro) e fui ao limite do sentimento. Alguém sabe o que é isso? O limite do sentimento.

É assim que eu sou. Sou uma explosão incontrolável de sentimentos bons – e ruins. E eu nunca fiquei estática esperando alguém fazer algo que mereça essa entrega, desde o momento que você passou pelo meu “processo seletivo” você terá todo – e incondicional – afeto. Mas isso tem um preço, e quem acha que vale a pena pagar esse preço, provavelmente terá todo o meu coração pra sempre.

(E não vou falar das características que eu tenho que estão quase em extinção em pessoas, em especial nas mulheres, de hoje em dia).

Talvez eu não saiba amar de uma forma tranqüila. Talvez o amor não seja pro meu bico mesmo.

Toda vez que eu penso em amor, imagino velhinhos de mãos dadas numa praça. Mas quantas histórias esses velhinhos guardam consigo? Meus avós são casados há 50 anos, e a história deles nunca foi um mar de rosas.

Nós aprendemos que todos nós temos ônus e bônus. O que falta nas pessoas (eu incluída) é a aceitação ao outro.

Você sabe o que eu fiz, e porque eu fiz. E não, não estou querendo convencer você, nem ninguém.

Mas não vou me culpar, nem me crucificar por isso. Pois essa sou eu. Doce e amarga.

E não... Também não vou te culpar ou te crucificar por nada.

Sobre meu atual momento, a única coisa que posso dizer sobre meu estado de espírito é aceitação. Já não existe mais motivo e nem motivações pra uma revolução.

Pois... “Tudo passa, tudo passará e nada fica, nada ficará.”

Não é sempre assim?

Tássia Alves

'É muito difícil fazer sua cabeça e seu coração trabalharem juntos. No meu caso, eles não são nem amigos.' Woody Allen

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Una Mierda.

Seria uma falácia dizer que adoro acordar cedo, porém me sinto indiscutivelmente melhor quando começo a aproveitar o dia a partir das 8h da manhã. O que não é uma controvérsia ao fato que à noite funciono INFINITAMENTE bem e sou mais ativa, só que quando levanto cedo fico mais atenta às coisas empíricas. E, geralmente, sempre atualizo meus blogs nessa parte do dia porque consigo processar melhor as palavras na minha mente e meu raciocínio fica mais organizado.

Que tal? Una Mierda!

O mês de fevereiro começou, e preciso levantar a bunda dessa cadeira do pc e arrumar um emprego. O que é meio complicado pra mim, já que percebi que não sirvo muito pra atividades comuns... E nunca trabalhei em escritório, mas acredito o quanto enfadonho deve ser. Pois bem, se dizem que dinheiro não trás felicidade, pelo menos paga minha internet, o que é quase a mesma coisa. (kkkkk... brinks) – Sou péssima em piadas.

Então... Eu só me sinto pressionada a aceitar qualquer trabalho meia boca quando a situação em casa fica apertada. E isso acontece com certa frequência, já que são três mulheres dividindo um e espaço, e apenas uma supre a mor necessidade. Por enquanto, a cenário aqui em casa está relativamente bom (o que não significa que é o suficiente pra mim), mas que num quadro geral me deixa um tanto acomodada sim.

Sinto preciso de um estímulo, ou sei lá o quê, pra começar a caminhar na estrada que quebrará as correntes com minha atual realidade, na verdade falta sim o primeiro passo... E esse é o passo mais difícil e mais demorado a dar... E que depende não só do meu esforço, quanto da minha sorte... E pode-se dizer que não sou uma das pessoas mais sortudas desse mundo...rs Sei que na minha família não posso esperar muito apoio ou estímulo... Já que ninguém aqui tem aspirações tão “altas” quanto as minhas.

Aí... Eu pensando aqui com meus botões de manhã, percebo que não fiz a faculdade que realmente gostaria, e chego a conclusão que ainda não tô certa sobre uma profissão a seguir... E descubro isso logo no início do 5° período – e último ano – da faculdade. Cool.

Mas tive a percepção pra entender que se não fizesse a faculdade de Geo, provavelmente não faria nenhuma outra, pois esse é o curso que minha mãe pode bancar. Quer dizer, ela poderia bancar Pedagogia também, e por que não pensei em Pedagogia? As oportunidades de empregos nessa área são abundantes. Mas será que se eu fizesse pedagogia, quando chegasse no 5° período, também sentiria isso?

Sinto um bocado de falta do meu ensino médio, pelo descompromisso. Eu acho que a responsabilidade que a “adultice” exige ainda não veio a mim... Talvez pela pouca idade. Sempre que converso sobre isso com alguém mais velho, eles dizem: Você é nova, dá tempo de fazer tudo que tiver vontade. Mas será que dá tempo mesmo?

Sou muito ansiosa e quero apressar tudo, e quando as coisas não acontecem no meu tempo fico variando entre o estado nervoso e depressivo. Um estado que quase ninguém conhece... Só aqueles que realmente fazem parte da minha vida. E creio que um dos fatores que amarram minhas pernas e me deixa imóvel, é meu pessimismo.

Algumas vezes penso que minha mãe cria grandes expectativas em torno de mim (meu futuro), outras vezes penso que ela não espera absolutamente nada. Mas o fato é que, como não tenho estrutura pra fazer facul pública, ela se esforça pra me dar o ensino superior particular e eu não honro isso como deveria. Às vezes me dá um remorso... mas ele passa rapidamente. Por exemplo: Minhas aulas começaram na quarta passada, e eu não fui nenhum dia. Hoje começaria minhas aulas oficialmente, mas to com vontade de matar tempo pra ficar patinando no clube aqui perto de casa...

Olha, não pensem que sou uma total irresponsável, pelo contrário... Me dedico sim, mas não é o suficiente entende? Não é como eu gostaria e deveria... Eu acho que eu fico tão fixada nessa idéia de futuro, que não consigo relaxar sobre coisas tão naturais como matar aula em início de período. Eu me exijo demais e sei que não sou capaz de suprir aquilo que eu mesma me cobro.

E, também, o clima da faculdade não é um dos mais agradáveis... Só fiz uma amizade boa lá, mas a Netzy quase não vai às aulas por priorizar mais o curso que faz na UERJ. Enfim... Haja cojones pra aturar aquele pessoal sério da facul. Tirando a parte que sou uma pessoa que se sente mal com rotinas... Odeio muito mesmo. Se eu pudesse, faria uma coisa diferente a cada dia.

Em meus devaneios penso num futuro que gostaria de viver, mas que é irreal... Minha maior utopia é fazer da arte minha vida, minha rotina. Viver de e com arte, seria como encontrar a mim mesma, e, talvez, só dessa maneira me sentiria no ápice da realização. Mas como isso é uma das loucuras da minha mente fantasiosa, me limito em viver apenas ao redor da arte, já que não sou uma pessoa de talentos notáveis.

Porém, são poucas as pessoas que conseguem ir ao fundo de uma imagem, fotografia, telas, textos. Acredito que sentir a arte, é fazer parte dela.

Sinto carência de músicas novas, poesias, fotografias... Sinto carência de arte, é isso.

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“Espero fazer parte de um grupo de pessoas que, aos 21 anos, não sabem o que fazer da vida. Senão, de fato, sou uma lesada.”

Tássia Alves (via twitter @ischeerry)

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Mudando de assunto, preciso fazer um sucinto levantamento sobre o mês de Janeiro: Ausências, saudades e faltas... Entretanto, pouca ansiedade (também fiquei assustada com isso), tranquilidade e paz. Não vou mentir... Teve momentos que eu fiquei fula da vida, com raiva, mas o meu vulcão de emoções tentou entrar em erupção, mas saiu apenas algumas fumaças. Progresso?

E óbvio que eu abriria um espaço nesse post pra falar sobre o meu emocional...rs Sou canceriana com ascendente em escorpião, você queria o quê?

E pra vocês que só começam estudar em Março: os invejo violentamente. :P

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Bom, enquanto o futuro não vem, deixo uma lista de coisas que já fiz ao longo da minha vida, e ainda tem algumas coisas que quero fazer e não fiz...rs

Mas essa não é uma lista séria, só são coisas “amendobobas” e alguns itens são totalmente vazios e sem importância.

Sim... Existe outra lista como essa, com reais prioridades e coisas sérias, mas essa lista ninguém sabe, alguns podem ter até uma noção... Mas ninguém sabe ao certo, pois nunca a mostrei a ninguém. E essa lista está muito bem guardada e não divulgaria aqui, em hipótese alguma...

01. Pagar bebida p/ seus amigos.

02. Achar que vai morrer.

03. Ficar acordado a noite inteira e ver o nascer do sol.

04. Não dormir por 24hrs.

05. Cultivar e comer os teus próprios vegetais.

06. Dormir sob as estrelas.

07. Cuidar de uma criança.

08. Ver uma estrela cadente.

09. Ficar embriagado.

10. Doar coisas pra caridade.

11. Olhar para o céu e achar o cruzeiro do sul.

12. Ter um ataque de riso na pior altura possível.

13. Fazer uma luta de comida.

14. Convidar um estranho para sair.

15. Fazer guerrinha de papel.

16. Gritar o mais alto que puder.

17. Andar a cavalo.

18. Andar de montanha russa.

19. Dançar como um louco e não se preocupar se estão olhando.

20. Fazer uma tatuagem.

21. Fazer um piercing.

22. Ter dois hard drives para o computador.

23. Conhecer o teu país.

24. Cuidar de alguém embriagado.

25. Ter amigos fantásticos.

26. Dançar com um estranho.

27. Roubar uma placa/sinal de trânsito.

28. Fazer um passeio na praia à noite.

29. Ficar de coração partido mais tempo do que se esteve realmente apaixonado.

30. Sentar na mesa de um estranho num restaurante e comer com ele.

31. Pedir carona na estrada.

32. Cantar karaoke.

33. Beijar na chuva.

34. Brincar na lama.

35. Brincar na chuva.

36. Visitar locais ancestrais.

37. Fazer uma arte marcial.

38. Ser penetra numa festa.

39. Receber flores sem razão.

40. Gravar uma música.

41. Ter um caso de uma noite.

42. Guardar um segredo.

43. Cantar bem alto no carro e não parar quando perceber que tem gente olhando.

44. Sobreviver a uma doença em que se podia ter morrido.

45. Perder dinheiro.

46. Cuidar de alguém com dor de cotovelo.

47. Fazer uma festa legal.

48. Partir o coração a alguém.

49. Comer sushi.

50. Ter uma foto sua num jornal.

51. Mudar a opinião de alguém sobre alguma coisa em que acreditava profundamente.

52. Selecionar um autor importante que não estudou na escola e lê-lo.

53. Comunicar com uma pessoa sem partilharem um língua comum.

54. Escrever a sua própria linguagem no computador.

55. Pensar que está vivendo um sonho.

56. Pintar o cabelo.

57. Salvar a vida de alguém.

“Somos tão jovens... Tão jovens... Tão jovens...”

Legião Urbana – Tempo perdido.