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domingo, 22 de maio de 2011

She's On Fire...

Eu precisava escrever com minhas próprias palavras o que eu estou sentindo ultimamente. Mas acho que mesmo se recorresse ao dicionário não teria nenhuma palavra que pudesse sintetizar isso. Dizer que esse foi um dos piores finais de semana da minha vida seria apenas uma prévia. E é fato de que eu não poderia continuar dessa maneira... Não sei o que fazer, mas se continuar inerte a essas situações serão novos finais de semana dedicados a tristezas, incertezas e confusões mentais. Ainda não sei, como tudo na vida, se estou fazendo o certo... Mas a única coisa que tenho certeza é que estou tentando evitar meu sofrimento, evitando, também, trazer perturbações a quem não quero.

Como eu sempre digo: lifes goes on.


Enquanto minha vida deu esse salto (pra baixo) e preciso consertar algumas coisas (incluindo minha cabeça), fiquem com a Scarface's soundtrack. Um ótimo filme com um dos atores que mais admiro. Al Pacino. (L)



sexta-feira, 13 de maio de 2011

É, sexta-feira 13, e eu poderia estar em algum lugar lá fora, mas o mundo está caindo em chuva. Jason Wins (piadinha boboca).

Eu deveria imprimir os artigos que minha quase orientadora me mandou, aliás, deveria ter feito isso desde segunda-feira. Melhorei da minha conjuntivite ontem, mas a preguiça ainda me domina. Rs...

Fiquei com vontade de escreve porque me lembrei de uma frase da Clarice: “Isso é um monstro ou isso é ser uma pessoa?”. É, isso me faz refletir sobre uma autopunição que não consigo evitar sobre alguns erros que já cometi. Acho que quase ninguém deve parar pra pensar sobre seus próprios erros “imperdoáveis”. Aqueles que nem fazem parte do passado, e sim do pretérito. São aqueles erros que ocorrem por acontecimentos em série e já não existem razões e motivações para sequer tentar corrigi-los. Mas que, de certa maneira, ficam na sua memória. Ficam na memória daqueles que se preocupam demais e sentem pelo que nem deveriam. Como já disse, é muito raro alguém vagando pelo centro da cidade se lembrar que pode ter magoado muito alguém, que pode ter errado feio, mesmo que essa não tenha sido sua intenção e ainda sim se sentir mal por isso. Porque é muito mais cômodo esquecer esse tipo de erro, parece que dá mais gás pra julgar, condenar e apontar dedos para as falhas alheias. Eu já escrevi uma vez aqui no blog que nosso senso de justiça, quando o assunto é pessoal, é interferido pelos próprios sentimentos, e, por isso, pode muito bem ser falho. E o tempo é o melhor professor da vida, e ele te mostra depois o que exatamente você fez de errado. Porém, existem casos que até se pudéssemos voltar no tempo, seriamos levados mais uma vez pelas emoções e cometeríamos erros iguais de maneiras diferentes. Ou simplesmente seguiríamos o caminho que acharmos certo, o que significa, algumas vezes, abandonar outros caminhos. Mesmo que não se arrependa da sua escolha, você se lembra, naturalmente e quase sem querer, que pode ter feito pessoas sofrerem com isso. Meu signo tem bastante nostalgia, mas sempre fui muito carpe diem nesse ponto e não me achava tão nostálgica como pessoas que já conheci. Agora eu reparei que eu me apego sim ao passado, mas eu me apego à pior parte dele. E isso ninguém vê. É uma coisa tão pessoal e tão in, que é imperceptível até pra quem me conhece de longa data. Uma amiga me falou que sou cheia de mistérios. É, sou mesmo. Isso me mata por dentro, porque eu penso em N possibilidades, penso como tudo poderia ser diferente e muita dor até agora poderia ter sido evitada. Tanto a dor que senti quanto a dor que já causei. Não, meu presente e minha vida atual não me fazem querer voltar. Estou melhor agora do que antes em muitos pontos. Tirei pesos e pessoas que se mostraram desnecessárias, e não me arrependo disso. Sabe, eu penso que só eu devo ser tomada por esse sentimento de “lamentação”. Quando eu sinto isso, eu sofro, de verdade. Porque eu sou entregue a alguns sentimentos e os sinto a flor da pele. Às vezes, distraidamente andando pela rua, esses pensamentos rondam a minha cabeça e eu penso: Nossa, só agora eu vejo o quanto posso ter magoado. O meu grande mau é que mesmo quando eu não me importo com os outros, até mesmo aqueles que são falsos ou de intenções duvidosas, eu me importo com eles (sei que é difícil entender, da mesma maneira que pode ser complicado seguir meu raciocínio). Eu tive uma criação tão bobinha que, às vezes, por alguns momentos, penso que tudo poderia ser como o mundo de Poliana. Até no fundo da minha mais profunda raiva, existe um alguém que lamenta por todas as batalhas sofridas e que parece gritar para os outros: “Nada poderia ser assim. Olha a que ponto tudo chegou?” Esse ponto me obriga a me trancafiar quando, na verdade, eu não queria. Faz com que eu tenha medo de fazer da minha vida um livro aberto. Isso é muito sufocante. Eu tenho a mania, mesmo não sendo uma das pessoas mais maleáveis que existem, de, no fundo, sempre tacar a culpa toda pra mim, de tudo. Sinto-me sobrecarregada porque devido a alguns fatores na juventude eu sempre quis evitar confusões e ser aceita. E quando alguém é assim se torna muito mais vulnerável a suposições alheias. Sinto medo do mundo, das pessoas e quando cai a ficha que posso ter causado a alguém algum tipo de sofrimento que outro alguém já me causou, fico me sentindo mal. Só quando, mais uma vez, me lembro dessa frase da Lispector, percebo que todos são assim, admitindo ou não. Existe um lado nosso que só nós mesmos conhecemos, e não adianta, por mais que você queria transparecer algo, existe uma verdade sobre você que ninguém sabe. Alguns se sentem mal por ela, até se lembrar que isso é ser o ser humano. Somos emotivamente egoístas em muitos pontos. Mas há aqueles que preferem esconder esse lado pessoal para continuar sua incessante luta em busca as falhas alheias para exaltar seu ego.

Isso tudo é só pra dizer: Sejamos complacentes (até com nós mesmos).


And be a simple kind of man. Be something you love and understand.”


Ah, lembrando, mais uma vez, que esse blog é só um espaço pra desabafo e devaneios. Não pretendo ser poeta, tampouco escritora. Não tenho o dom. A vontade de escrever vem e eu obedeço. É bom. Além de encontrar nesse espaço algumas coisas que leio, tanto na net quanto nos livros que eu baixo.

Bom, é isso. Fico por aqui, porque estou perdendo o filme Almost Famous, mais uma vez, com coisas que nem deveria escrever.


Miquinhos do Bosque da Barra da Tijuca - RJ

quinta-feira, 31 de março de 2011

Enquanto o meu último post exalava toda minha revolta quanto uma situação, esse aqui é só pra deixar registrado que o dia 27 e 28 de Março foram dois dos dias mais incríveis da minha vida. Nossos verdadeiros anjos nunca nos deixam. A vontade e a saudade que tenho, é fazer todo bem à ele. E quando chegar o tempo certo pra fazer isso, saberei. Independente das circunstâncias ou do que seremos ou não seremos um dia, sei que tudo de ruim será apagado. Anyway, lifes goes on. A gente deixa uma história guardada em um cômodo especial da casa, e deixa os outros cômodos abertos pra aqueles que merecem entrar. Mesmo assim, seu lugar em mim, é só seu.

Sobre o show do Maiden, meu colega Gustavo Pereira conta à vocês:

http://ostracismofuncional.blogspot.com/2011/03/um-show-manchado.html

http://ostracismofuncional.blogspot.com/2011/03/ate-quando.html

quarta-feira, 23 de março de 2011

Eu me apaixonei pela garota do campo (...) ela veio de um mundo inferior...

Conviver com pessoas tão diferentes é uma questão delicada. Observar coisas absurdas e repugnantes, que são tratadas com normalidade por todos ao redor é revoltante também. É muito complicado não ter a base que gostaria de ter. E não, eu não quero tudo de mão beijada.

Eu não sou ligada a família porque simplesmente eu não tenho uma de verdade...rs Uma canceriana sente falta disso..rs

Tudo meu é acelerado... E eu preciso me equilibrar pra não cair. Eles te empurram... e deixa você se foder sozinho. Ninguém vai correr do seu lado. Ninguém vai te incentivar. Ninguém vai te dar apoio... Ninguém verá o seu melhor... E, principalmente, ninguém vai te entender. Julgar as pessoas é muito conveniente e menos trabalhoso.

E quando você sabe que o maior sonho da sua vida é logo o mais difícil e o que está mais distante de alcançar? A gente vai caminhando da maneira que pode, desajeitada e sozinha, pra conseguir aos poucos as conquistas.

E não serei injusta... Aqui tem momentos bons. Momentos felizes, de verdade. Mas essa aqui não é a minha vida... E às vezes sinto um mal estar só por chegar em casa. É estranho.

Eu tenho bastante características de uma garota tipicamente do campo. Mas conheci muitas outras coisas, outras pessoas e outros lugares que me diferenciaram. Minha vivência me tornou diferente. Isso desde muito cedo... Meu mundo se ampliou com 13 anos, na verdade. O que me fez gostar de geografia foi, através de um atlas, a curiosidade despertada pra conhecer o que era o mundo. O que existia fora daqueles “muros” que me cercavam... Eu vivo como um peixe fora d’água há muito tempo.

O mais estranho é que quando tive essas experiências em outros lugares e outras pessoas, eu fiquei muito assustada e também bastante enojada com algumas coisas que encontrei. Conheci do lixo ao luxo... Esses dois me assustam... E o luxo é de uma arrogância tão besta que eles se engrandecem com coisas efêmeras. O que é, pra mim, um dos exemplos mais bizarros de burrice. O lixo me deixa com medo, pois não tenho esperteza suficiente pra vivê-lo sem me magoar, entende? Lembrando que lixo é só uma expressão... Nada do que eu vivi foi, de fato, um lixo.

Aí no final, eu me sinto perdida, pois não tem um lugar pra chamar de meu. Isso me lembra uma música do Maiden:

Don't wanna be here

Somewhere I'd rather be

But when I get there

I'm afraid it's not for me.”

E como outro trecho da música diz... Eu vou vivendo apreciando a simplicidade das coisas, apesar dessa problemática, aprendendo e sendo feliz. (Aliás, essa música é bem significativa pra mim).

Desculpe o post meio deprê, tá tudo bem. A gente se distrai e daqui a pouco o mal estar passa.

Eu tenho várias outras coisas pra escrever aqui... Sobre mim e sobre assuntos interessantes. Deu pra perceber que hoje não estou com cabeça pra tal, mas logo atualizarei. Não vou trancar esse blog, vou trancar o Dica da Ruiva, e ficar esse ano sem postar lá. Simplesmente esse ano será de extremo cansaço metal... E a única disposição pra escrever será pra desabafar (aqui) e pra viver o que sobrar da vida.

Minhas sagas, legados e babaquices (principalmente “amendobobices”) também serão registrados num besteirol chamado Twitter.

That’s all folks.


"É lá, junto das estrelas, onde moram nossos desejos..." (Rubem Alves)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você vai rir, sem perceber.

Alô mundo, alô estranhos.

Eu queria fazer um levantamento sobre cada mês desse ano, mas não tô com cabeça pra falar sobre Fevereiro. E, sinceramente, quase não lembro de Fevereiro. Minha atenção e concentração está quase integralmente ligada a minha monografia. Tempo? Nem pra me cuidar está sobrando (e olha que sou vaidosa pra Cassilda). Mas percebi que quando a gente vai vivendo, mesmo com os espíritos dos “mortos” nos rondando, mesmo com as nossas feridas e pecados, você está mais aberto ao aprendizado... E, na verdade, você só vai se dar conta do quanto está amadurecendo quando você pensa sobre um assunto de uma maneira totalmente diferente com a que pensava a um mês atrás, por exemplo. E isso tem acontecido comigo. Hoje eu consigo ver coisas de uma maneira mais ampla, meus sentimentos limitavam a minha visão.

Chega num ponto que a única coisa a se fazer é viver. Mas não viver para verem que estou seguindo em frente ou pra provar algo a alguém ou a mim mesma, e sim porque é preciso viver, a vida te OBRIGA a levantar. Se você insiste em ficar estático por causa de uma situação insolúvel, a vida vai te empurrando. E teve momentos que eu fui empurrada pela vida, mas depois de um tempo você se ergue e dá seus passos... Os primeiros passos são desanimados, mas já é uma evolução. Depois os passos desanimados se transformam em agradáveis caminhadas.

É importante também ter um objetivo... E você segue a trilha que vai de encontro a ele, mas no caminho existem coisas a serem aproveitadas. Sua vida não será apenas uma corrida ou uma maratona. Você aprende a apreciar cada particularidade encontrada nesse caminho.

E pra quem é intenso, como eu, vive tanto o bom, as grandes felicidades, as tristezas obscuras, profundas e depressivas, e, também, vive intensamente o caminho, com seus desafios e novidades nele inseridos. E, sinceramente, assim o aprendizado é bem mais válido.

Atualmente tenho vivido numa tranquilidade sem tamanho... Mas é aquela tranquilidade de espírito, até porque minha vida está deveras atribulada. Mas, sinceramente, essa tranquilidade me assusta... E quase me incomoda. Porque é da minha natureza não gostar de estar tão vazia de sentimentos, aqueles que me entopem de tristezas ou de felicidades. Porque está tranquilo é sinônimo de bem estar, e não de estar feliz. Aliás, felicidade são momentos e estado espírito. E, pra mim, só os intensos sabem o que é a verdadeira felicidade.

Falando sobre isso, eu me lembro da Lispector. Acho que ela define minha personalidade em muitas coisas... Enquanto o Caio Fernando de Abreu descreve minha vida e meus relacionamentos. (rs)

E porque a Tássia está tão aberta? Sem medo de mostrar suas quedas, dores, erros, conquistas e sentimentos? Porque quando você muda de direção, aqueles que desejam seu mal não te assustam mais.

Câmbio, desligo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Oração e Benção, pra você.

Quero que saiba, além daquilo que você sempre soube, que de uns tempos pra cá tenho rezado. Não faço isso todo dia, apenas quando sinto vontade o suficiente pra fazê-lo, faço quando meu coração pede. Afinal, não é uma oração comum, nem sequer o Pai Nosso eu rezo. Mas sim, eu converso com Deus, não peço nada pra mim, peço coisas pra pessoas – aquelas que eu acho que precisam de uma benção.

Você tem sido o assunto principal dos meus diálogos com Deus. E ontem foi um dia desses, em que antes de dormir, deitada na minha cama e no escuro do meu quarto, pensamentos sobre você rondavam a minha mente. Então, meu principal pedido a Deus foi pra que ele fizesse você voltar a ser do mesmo jeito de quando te conheci: aquela pessoa otimista, aquela pessoa que acredita.

Pedi a Deus que você nunca sofresse ou ficasse triste. Pedi pra que sua vida seja de abundantes alegrias com aqueles que te fazem bem. E que todos os dias, antes de dormir, você se sinta embriagado de tanta felicidade.

Pedi perdão a Deus por toda a dor que já lhe causei. Perdão pela minha estupidez. Perdão porque não soube te amar sem te magoar.

E em meio essa minha conversa e oração, confessei que se eu pudesse voltar atrás, e se eu tivesse o poder de escolher, não entraria na sua vida, pois pensar que sou responsável pela sua negativa mudança dói cada milímetro do meu corpo.

Confessei também que abriria mão de todos os nossos momentos, e da nossa história, só pra ver aquele rapaz jovial de novo. Aquele o qual a primeira frase que eu li sobre, foi: “E não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.”. Era a primeira frase no seu perfil e o que tinha nele, e nas poucas horas de conversa no nosso primeiro dia, percebi que tudo seu emanava luz. Logo soube que você era especial.

Sei que você está fechado, apenas não sei, sinceramente, se isso é bom ou ruim, mas eu só queria que você não tivesse nenhuma ferida a ponto de se fechar pro mundo. Acredite, você não nasceu pra se fechar.

Eu conversei muito com Deus ao seu respeito, e não lembro de cada coisa, só sei que foram coisas positivas, e no final, quando concluí que só acrescentei mais coisas ruins do que boas na sua vida, eu dei a minha benção a você.

Olha, não se preocupe comigo. Eu sou complicada/esquisita/ não bato muito bem da cabeça, então só darei dor... e uma delas é a dor de cabeça...rs. Mesmo não sendo essa a minha intenção. Eu lembro da sua frase: “Olha o seu mundo e o que ele proporciona a mim.” (mais ou menos isso). Tá certo, meu mundo não dará muita tranqüilidade, e uma pessoa como você é merecedora de calmarias.

Então, por tudo isso, dou a minha benção pra você ser feliz sem mim. Dou a minha benção pra você me apagar. E dou a minha benção para que você encontre outra pessoa (leia-se mulher de verdade) que além de todo carinho, te faça crescer sem te pôr pra baixo, que te acrescente coisas boas, que te dê paz e que você perceba que com ela, você se tornou melhor do que comigo.

E desejo isso com todo meu coração e toda a minha verdade.

Porque eu te amo.

Ver que outra pessoa conseguiu curar todas as feridas que lhe causei seria minha maior recompensa de toda a experiência vivida ao seu lado. Ver que eu me tornei apenas uma distante memória, sem te causar nenhum sentimento negativo, irá me fazer indescritivelmente feliz. Pois é isso que me dilacera e impede que os 100% de felicidade seja carregado na minha vida.

Depois da minha oração, pensei em nós dois. Lembrei de quando o amor, em sua mais bruta forma, nos unia. Imaginei seu corpo encaixando no meu, imaginei seu cheiro, o jeito como tocava a minha pele, o modo como você me pegava e me embalava, fazendo a comunhão de um dos sentimentos mais profundos. Esses momentos era como fazer parte do paraíso.

Quando penso nesses nossos momentos, e não só esses íntimos, mas em todos que fomos felizes e unidos (em qualquer forma), penso em paraíso. Foram momentos transcendentais, pelo menos pra mim.

Uma vez li que o amor humano, é só uma pequena amostra do amor divino, o amor puro (que a cada dia é mais difícil de ser vivido). E nós experimentamos sim essa pequena amostra de amor.

Então eu sei que quando passasse todo aquele nosso estado de graça, eu voltaria à humanidade. E, você sabe, não sou uma das humanas mais fácies de lidar. Sou muito pecadora... E com toda essa minha humanidade, eu estragaria tudo, mais uma vez... E mais uma vez.

O meu anjo (você) também tem um anjo, em algum lugar, então dou a minha benção pra você encontrá-lo.

Tássia Alves.

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Tudo isso é verdade, e resta a esperança de que um dia você leia isso e que, principalmente, acredite.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Agora eu estou de volta às ruas novamente

Nunca chove a menos que garoe

Tento ficar em pé novamente

Eu ouço o trovão quando ele ruge

Hoje à noite, à noite será apenas uma rapsódia

Ou eu estou certo?

Esta noite, esta noite é tudo um mistério

Eu simplesmente não posso mais lutar

Eu ouço as perguntas emergindo em minha mente

Dos erros que eu cometi

Tempos e lugares que eu deixei para trás

Será que eu conseguirei a nota?

Hoje à noite, à noite será apenas uma rapsódia

Ou eu estou certo?

Esta noite, esta noite é tudo um mistério

Eu simplesmente não posso mais lutar

Enquanto bato minha cabeça na parede

Correndo em círculos em vão

Eu me sinto com um metro de altura

Você não entende eu estou desaparecendo

Não quero sua piedade ou sua compaixão

Isso não vai provar nada para mim

Boas intenções constroem a estrada para o inferno

Não se preocupe quando me ouvir cantar

Hoje à noite, à noite será apenas uma rapsódia

Ou eu estou certo?

Esta noite, esta noite é tudo um mistério

Eu simplesmente não posso mais lutar


Tonight – Ozzy Osbourne


E não é que o Tio Mad Man foi a inspiração dessa madrugada?

You can't kill rock 'n' roll

How many times can they fill me with lies

And I listen, again

Twisting the truth

And they're playin' around with my head O.K.

The things they will do

And the things they will say

When they don't really understand

Tears fill my eyes when I hear all the cries

For the reason today

And they don't really know

Even what they're talkin' about

And I can't imagine what empty heads can achieve.

Leave me alone

Don't want your promises no more

'Cause rock'n'roll is my religion and my law

Won't ever change,

May think it's strange

You can't kill rock'n'roll

It's here to stay.

Looking through eyes of time

Mirrors reflecting their

stories untrue

Promises promises,

Telling me all of my glories overdue.

How many times have I heard it before

And I'll probably hear it again

King of a thousand knights,

Pawn in a table fight Losing to you.

And they don't really know

Even what they're talkin' about

And I can't imagine what empty heads can achieve.

Leave me alone

Don't want your promises no more

'Cause rock'n'roll is my religion and my law

Won't ever change,

May think it's strange

You can't kill rock'n'roll it's here to stay.

Even the rhymes that they give me in times of confession

ain't true

Outcome is obvious

All for them none for us meaning you too

The things they will do

And the things they will say

When they don't really understand

Fear of rejection I need their protection

I'm making a stand

And they don't really know

Even what they're talkin' about

And I can't imagine what empty heads can achieve.

Leave me alone

Don't want your promises no more

'Cause rock'n'roll is my religion and my law

Won't ever change,

May think it's strange

You can't kill rock'n'roll it's here to stay

Leave me alone

Don't want your promises no more

'Cause rock'n'roll is my religion and my law

Won't ever change,

May think it's strange

You can't kill rock'n'roll it's here to stay


You can’t kill rock ‘n’ roll – Ozzy Osbourne

http://www.youtube.com/watch?v=Ac9qOu2ITH0&feature=player_embedded


Por que essa música diz muitas coisas que sinto…

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Desculpe

Estou um pouco atrasado

Mas espero que ainda dê tempo

De dizer que andei

Errado e eu entendo


As suas queixas tão justificáveis

E a falta que eu fiz nessa semana

Coisas que pareceriam óbvias

Até pra uma criança


Por onde andei?

Enquanto você me procurava

E o que eu te dei?

Foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei?

Algumas roupas penduradas

Será que eu sei?

Que você é mesmo

Tudo aquilo que me faltava...


Amor eu sinto a sua falta

E a falta

É a morte da esperança

Como um dia

Que roubaram o seu carro

Deixou uma lembrança


Que a vida é mesmo

Coisa muito frágil

Uma bobagem

Uma irrelevância

Diante da eternidade

Do amor de quem se ama

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim
Tudo que eu queria enxergar
Já foi visto por alguém

Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu

Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém

Nada do que eu sou me diz o que sei
Nada do que eu sei de fato é meu

Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar

Sempre que eu tento acabar
Já desisto antes do fim
Sempre que eu tento entender
Nada explica muito bem

Sempre a explicação me diz o que sei:
?Sempre que eu sei, alguém me ensinou?

Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar

Agora reinvento
E refaço a roda, fogo, vento
E retomo o dia, sono, beijo
E repenso o que já li
Redescubro um livro, som, silêncio,
Foguete, beija-flor no céu,
Carrossel, da boca um dente
Estrela cadente

Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém

Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu

Eu, do nada, me deparei com essa música. Mesmo que não seja um estilo musical que encante... a letra fala muitas coisas sobre mim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

I can’t take all the blame, now can I

It takes more than one to lose

Such a fine line

That lies between that holds together

I'll turn the night to turn the tide

Whoa, whoa, and I’m findin’ out the hard way

It’s gonna take some tears, a little bit of heartache

We’re like islands in the stream

Watchin’ all our dreams start to fade, fadin’ away

A moment gone is gone forever

It’s like water through your hands

And you spin the wheel of misfortune

Watching in turn, with living you learn

Now, I’m findin’ out the hard way

It’s gonna take some tears, a little bit of heartache

We’re like islands in the stream

Watchin’ all our dreams start to fade, fadin’ away

I keep reachin’ out, come up empty handed

Didn’t I let you down or did I leave you stranded

And I’m findin’ out the hard way

It’s gonna take some tears, little bit of heartache

We’re like islands in the stream

Watchin’ all our dreams start to fade, fadin’ away

Oh, and I’m findin’ out the hard way

It’s gonna take some tears, a little bit of heartache

We’re like islands in the stream

Watchin’ all our dreams start to fade, fadin’ away

Start to fade, fadin’ away

Start to fade, fadin’ away


Finding Out The Hard Way - Cynthia Rhodes

Pq essa música diz tudo o que eu queria...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Desabafo

Tenho sentido coisas estranhas. E tenho passado por coisas difíceis. Não, não é tristeza, nem dor, nem decepção. E eu vou tentar escrever e explicar, por que te juro que ainda quero entender o que está se passando comigo.

Lendo Nelson Rodrigues e Caio Fernando Abreu, consegui refletir sobre as pessoas. O Nelson Rodrigues fala a verdade que a maioria tem medo de admitir. Chego a sentir-me envergonhada ao ler como ele vê o ser humano, e me sinto muito mal em saber que não é mentira. Ele é ácido, realista. A realidade crua de uma maneira tão simplista que chega a nos assustar com nós mesmos. A verdade incontestável. Enquanto o Caio, em tudo que já li, era um passional incorrigível, realmente acreditava que o ser humano pode ter algo puro a oferecer. Grandes paixões, romantismos e delicadeza encontramos nas palavras de Caio.

Caio descreveu muitas vezes o sofrimento dos corações partidos, mágoas, as esperanças dos apaixonados e a dor de alguém decepcionado. E me fazia sofrer em saber que tudo aquilo era real. Tudo aquilo que ele escreveu, eu já passei. Os mesmos sentimentos, as mesmas aspirações, as mesmas defesas e os menos pensamentos. E como ele disse: “Não estou fazendo nada errado só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas.” E sim, em tudo que ele escreveu, ele tentou deixar as coisas mais bonitas. Deixando passar sutilmente a podridão do ser humano – a mesma que o Nelson Rodrigues fazia questão de sempre ressaltar.

Embora o Caio fosse um grande romântico e passional, dentro das suas obras estavam o que o Nelson Rodrigues também nos mostrou: Somos sofredores. Sofremos e fazemos sofrer, por que somos egoístas, por que somos impuros ou pelo simples fato de sermos nós mesmos.

E me veio à cabeça o amor sob a visão desses dois grandes escritores, e elas mostram – cada uma em sua peculiaridade – o que todos nós vivenciamos: o sofrimento.

E pensando sobre isso, sobre a misantropia que se apossou em mim e sobre as minhas experiências, percebi que toda minha visão sobre o amor mudou...


Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais”

Caio Fernando Abreu